A Fidelidade registou um resultado líquido de 201 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento de 15,8% face ao ano anterior, de acordo com o Relatório e Contas divulgado pela seguradora.
Em contas individuais, a companhia alcançou 144 milhões de euros de lucro nas operações em Portugal e nas sucursais em França, Luxemburgo e Espanha, valor que corresponde a cerca de 70% do total consolidado.
No âmbito da assembleia-geral, a realizar a 31 de março, a seguradora propõe distribuir aproximadamente 100 milhões de euros aos acionistas — a Fosun, que detém 85% do capital, e a Caixa Geral de Depósitos, com 15%. Deste montante, 60 milhões serão pagos sob a forma de dividendos e 40 milhões através de reservas livres. A este valor somam-se ainda 221 milhões de euros já distribuídos em reservas livres, elevando a remuneração total aos acionistas para 321 milhões de euros, caso a proposta seja aprovada.
Em 2025, o grupo emitiu 6.529 milhões de euros em prémios brutos, um aumento de 5,8% face ao ano anterior. O mercado português representou 70% deste total, enquanto a operação internacional contribuiu com os restantes 30%. Dos prémios, 52% corresponderam ao ramo não-vida e 48% ao ramo vida.
A seguradora viu ainda os ativos sob gestão crescer 10,8%, atingindo os 21.225 milhões de euros.
Por segmentos, o negócio Vida registou um crescimento de 4,4%, para 3.132,5 milhões de euros, impulsionado sobretudo pela atividade internacional. Já o segmento Não-Vida avançou 7,1%, para 3.396,6 milhões de euros, com desempenho positivo na maioria das geografias. Em Portugal, os prémios totalizaram 4.560 milhões de euros, distribuídos entre 2.172 milhões no segmento Vida e 2.388 milhões no Não-Vida.
Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, adianta que, no plano estratégico, irão prosseguir o caminho de aumento do retorno sobre o capital investido com a ambição de alcançar, nos próximos anos, um ROE entre 13% e 15%, mantendo níveis robustos de solvência.
Para além deste objetivo, o CEO da Fidelidade destaca ainda que irão “preparar novos passos na nossa trajetória de internacionalização e de reforço do ecossistema Fidelidade, avaliando oportunidades em novos mercados”, e um reforço da aposta na estratégia orientada para a longevidade, aprofundando sinergias entre empresas, setores de atividade e diferentes competências.




