A Volkswagen admite reduzir a sua gama de carros a gasolina e diesel, composta por pelo menos 100 modelos distribuídos por várias marcas, em 60% até 2030 em toda a Europa. Aposta passará por se concentrar na mobilidade elétrica e segmento premium.
Arno Antlitz, diretor financeiro da construtora alemã, revelou ao ‘Financial Times’ as intenções da empresa, sublinhando que “o objetivo principal não é o crescimento”, mas sim na “qualidade e margens, e não em volume e participação de mercado.”
Esta nova estratégia da construtora é assinalada como um sinal de mudanças profundas no setor automóvel, que durante décadas apostou em vender muitos carros para obter mais lucro. Agora o objetivo é totalmente o oposto, e a aposta está direcionada para os veículos mais caros produzidos pelas suas marcas Audi e Porsche, os que trazem a maioria do lucro ao grupo.
Esta decisão também se pode prender pela dificuldade das empresas do setor automóvel em obterem semicondutores para produzirem as viaturas, o que fez com que os preços dos carros aumentassem e consequentemente a margem de lucro das empresas.
Em finais de 2021, a Autoeuropa previa uma produção de 204 mil automóveis em 2022, menos 53 mil do que a capacidade instalada. A Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa referia que a quebra de produção se devia à crise no fornecimento de semicondutores, que tem afetado toda a indústria automóvel.













