O Ministério da Educação terá prolongado até ao meio-dia desta quarta-feira o prazo concedido a alguns professores para concluírem a classificação dos exames nacionais, numa corrida contra o tempo para garantir a divulgação das notas na sexta-feira.
Segundo a ‘CNN Portugal’, ainda durante a tarde de terça-feira havia docentes a receber cem ou mais itens para corrigir, apesar de faltarem poucas horas para terminar o prazo oficial. O alargamento representa mais 12 horas para finalizar um processo já marcado por atrasos, falhas técnicas e sucessivas alterações.
A medida aumenta as dúvidas sobre a capacidade de cumprir o calendário, que já tinha sido revisto, com a divulgação das classificações a passar de 14 para 17 de julho. Para chegar a essa data, o Ministério depende agora de um último esforço intensivo dos professores classificadores.
O movimento SOS Escola Pública denunciou igualmente que alguns docentes foram convocados apenas nas últimas horas, enquanto outros continuavam a receber novos itens ou enfrentavam dificuldades de acesso à plataforma de classificação eletrónica.
A tensão aumentou com a notícia da saída de Salomé Augusto Branco do cargo de vice-presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo. A demissão foi noticiada pela RTP, sem que tenham sido inicialmente reveladas as razões da decisão.
O Ministério da Educação afastou qualquer ligação entre a saída e os problemas dos exames. Segundo a tutela, Salomé Branco pediu a exoneração a 8 de julho, com efeitos a partir do dia 10, e não teve qualquer participação na preparação ou implementação da classificação eletrónica, responsabilidade atribuída ao Júri Nacional de Exames e ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação.














