As 500 marcas mais valiosas do Mundo têm um inimigo em comum. Chama-se COVID-19 e poderá provocar uma perda total de um bilião de dólares (cerca de 850 mil milhões de euros), de acordo com as mais recentes previsões da Brand Finance. Aviação, combustíveis, turismo, lazer, restaurantes e comércio retalhista deverão ser as áreas mais afectadas pela crise pandémica em termos de valor de marca.
«A pandemia é agora uma grande ameaça global para a saúde e o seu impacto nos mercados é muito real», garante David Haigh, da Brand Finance. Segundo o responsável, marcas de todos os sectores têm de estar preparadas para consequências massicas nas respectivas actividades, cadeias de abastecimento e receitas. «Os efeitos sentir-se-ão bem para lá de 2021», afirma o especialista citado pelo La Vanguardia.
No sentido inverso, marcas de áreas como entrega de refeições, videochamadas ou streaming de conteúdos sairão vencedoras da crise – Uber Eats, Zoom, Netflix e Disney são alguns exemplos dados pela consultora. Há ainda que ter em consideração as marcas cujo valor não deverá ser influenciado pelo novo coronavírus, nomeadamente nas áreas de telecomunicações, farmacêuticas ou imobiliário (não sobem nem descem).
Olhando exclusivamente para as insígnias de luxo, a Brand Finance indica que o prejuízo total irá ascender a 30 mil milhões, esperando-se um quebra de 30% no seu valor. A justificação reside no recuo do consumo e nas restrições à circulação internacional: menos turistas estrangeiros é igual a menos compras de luxo.
Neste segmento, as marcas têxteis deverão ser as mais afectadas, antecipando-se uma descida de 20% no seu valor. Seguem-se as fabricantes automóveis, também menos procuradas em ano de pandemia. Por outro lado, cosmética e cuidados pessoais mostram-se protegidas.
Ainda assim, o top 10 das marcas de luxo mais valiosas apresenta um aumento no seu valor individual: a Porsche suge em primeiro lugar com uma subida de 15,6%; Gucci logo a seguir (+20,2%); e Louis Vuitton a fechar o pódio (+21,4%).














