A vacina BCG administrada a jovens desde o século passado para proteger contra a tuberculose (TB) poderá oferecer proteção contra a Covid-19, segundo aponta um novo estudo, citado pelo ‘Mail Online’.
Com base nos resultados da Bacillus Calmette-Guerin (BCG), os académicos norte-americanos da Virgínia, EUA compararam a sua performance em vários países com o surto do novo coronavírus – incluindo infeções e mortes – e encontraram uma “clara ligação” entre a vacina e uma menor taxa de mortalidade por Covid-19.
Ao somar as diferenças sociais, económicas e demográficas, os cientistas descobriram também que nos destinos onde havia uma prevalência de mais de 10% da vacina BCG, havia também uma redução de 10,4% na mortalidade por Covid-19.
A vacina BCG é usada para combater a TB mas há muito que se sabe que possui outros benefícios para a saúde, incluindo ajudar o sistema imunológico a combater diversas infeções respiratórias
A BCG ainda é amplamente usada em alguns países do mundo onde há um risco maior de TB.
Este estudo, elaborado pelo Instituto Politécnico da Virgínia e da Universidade Estadual e dos Institutos Nacionais de Saúde, dos Estados Unidos, já revisto pelos pares e publicado na revista ‘PNAS’, aponta que “foram observadas várias associações significativas entre a vacinação com BCG e a redução da mortalidade por Covid-19”, sendo que estes efeitos foram reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Apesar de ser utilizada há mais de 90 anos descrever como funciona exatamente ainda permanece um mistério e “como pode proteger contra a Covid-19 é um enigma ainda maior”, dizem os especialistas. A melhor teoria é que a vacina, que contém uma bactéria viva chamada Mycobacterium, estimula o sistema imunológico inato, tornando-o mais eficaz.
Existem ainda outros estudos em curso sobre a BCG, para ajudar a combater a Covid-19, na Holanda e na Austrália, mas, até que os seus resultados estejam disponíveis, os investigadores deste último estudo dizem que mesmo a imunidade transitória pode ajudar a combater a pandemia.
“[A vacina BCG] pode ser útil em indivíduos de alto risco, como profissionais de saúde, ou aqueles com condições preexistentes, como obesidade, diabetes ou doença cardiovascular”, afirmam os investigadores.






