Vacina chinesa da Sinopharm: Qual é a sua eficácia e onde vai ser distribuída?

Os ensaios clínicos da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinopharm apontaram uma eficácia de 86%, mas este sábado o Peru suspendeu os testes devido a “um acontecimento adverso”.

Mara Tribuna

Os ensaios clínicos da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinopharm para prevenir a Covid-19 apontaram uma eficácia de 86%, mas este sábado o Peru suspendeu os testes devido a “um acontecimento adverso” e existe uma preocupação quanto à falta de transparência em torno da vacina.

Qual é o tratamento? Onde está a ser testado? Em que países vai ser distribuído? Conheça aqui as respostas.

O Grupo Sinopharm é uma empresa farmacêutica estatal da China. Tem duas candidatas à vacina na fase final dos ensaios internacionais. As vacinas não estão a ser testadas no país porque a prevalência doméstica do vírus é muito baixa na China.

A Sinopharm está entre duas empresas farmacêuticas chinesas (a outra é a Sinovac) a ter criado a vacina através do método mais tradicional: utilizar um vírus inativo para desencadear uma resposta imunitária. São mais difíceis de fabricar rapidamente do que as outras e têm o potencial de causar uma resposta imunitária desequilibrada, mas têm demonstrado sucesso.

Esta vacina é mais eficaz do que as outras?

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Tanto a Pfizer/BioNTech como a Moderna relataram uma eficácia de 95% com as suas vacinas, enquanto a eficácia de 70% da AstraZeneca em ensaios completos aumentou para 90% para o grupo ao qual foi administrada inicialmente meia dose, seguida de uma dose completa quatro semanas mais tarde.

Esta semana, os Emirados Árabes Unidos disseram que os ensaios clínicos da vacina da Sinopharm demonstrara uma eficácia de 86%.

Onde está a ser utilizada?

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A vacina foi aprovada para utilização de emergência em alguns países e a empresa tem vindo a realizar ensaios clínicos em fase avançada em dez nações, incluindo a Argentina, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e Marrocos. Foi também ensaiada no Peru, mas o país suspendeu os testes devido a um “acontecimento adverso grave” que ocorreu com um dos voluntários do estudo.

Em setembro, os EAU foram o primeiro país fora da China a aprovar a utilização de emergência de uma vacina da Sinopharm. Quase 100.000 voluntários já receberam o tratamento.

No Bahrein, no Médio Oriente, a vacina está agora disponível para os profissionais de saúde da linha de frente, depois de 7700 pessoas terem participado em ensaios clínicos. O Egito recebeu o primeiro carregamento na quinta-feira. Marrocos está também a planear usar esta vacina para cumprir o objetivo de vacinar 80% dos adultos.

A China fez promessas a vários países em desenvolvimento e regiões de acesso prioritário. Em outubro, anunciou a sua adesão à Covax, a iniciativa internacional destinada a assegurar um acesso global equitativo.

Quantas doses estão a ser tomadas?

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Não está disponível informação específica sobre as doses. A Sinopharm poderá fornecer 100 milhões de doses este ano, expandindo potencialmente a capacidade de produção de 300 milhões. Na semana passada, as autoridades sanitárias disseram que a China teria 600 milhões de doses prontas para o mercado até ao final deste ano.

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