As universidades portuguesas registaram, no último ano e meio, 51 denúncias de assédio e discriminação de membros da comunidade académica, revelou esta quinta-feira o ‘Jornal de Notícias’: a maior parte das queixas dizem respeito a assédio moral, mas há também de assédio sexual, discriminação e fraude – até ao momento, foram abertos 33 processos de inquérito e um disciplinar, sendo que os restantes foram arquivados ou estão sob análise.
Na Universidade do Porto, foram registadas 32 queixas, “maioritariamente sobre assédio moral”: todas motivaram a abertura de inquéritos e está uma sob análise. Em Lisboa, a Universidade Nova registou 13 denúncias desde abril de 2023, data em que foi criado o portal de denúncias: sete relativas a assédio moral, três de assédio sexual e de discriminação. Já foram arquivadas 10 e estão três sob análise.
Coimbra registou cinco denúncias de assédio moral e sexual, revelou a reitoria, sendo que duas deram motivo para abrir um processo de inquérito e uma está a ser averiguada. Em Aveiro, apesar de ter um canal de denúncias desde 2022, até ao momento não foi apresentada qualquer queixa de assédio – foi sim, apresentado um caso de discriminação que abriu um processo disciplinar já concluído. Por último, fonte da reitoria da Universidade de Lisboa informou que o seu canal “não recebeu qualquer denúncia desde 2022 até ao presente.














