Uma em cada quatro empresas da indústria alimentar apresentam um risco máximo ou elevado de incumprimento

Uma análise recente mostra que 26% das empresas da indústria alimentar foram constituídas nos últimos cinco anos, e que destas, uma em cada quatro apresentam um risco máximo ou elevado de incumprimento.

André Manuel Mendes

Uma análise recente mostra que 26% das empresas da indústria alimentar foram constituídas nos últimos cinco anos, e que destas, uma em cada quatro apresentam um risco máximo ou elevado de incumprimento.

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De acordo com os dados do Insight View da Crédito y Caución, numa análise à indústria alimentar nacional, 26% das empresas da indústria alimentar foram constituídas nos últimos cinco anos, enquanto 28% já têm entre 6 e 15 anos. Cerca de 19% das empresas foram constituídas entre 16 e 25 anos atrás, sendo que 27% têm mais de 25 anos.

De sublinhar que as empresas com mais de 25 anos são as que lideram no que toca a volume de negócios, com um total de 73% do setor, seguidas das que têm entre 16 e 25 anos (12%). As restantes empresas faturam apenas 14% do total.

Ainda no que respeita ao volume de negócios, este setor tem mostrado um crescimento bastante sólido nos últimos anos, tendo apresentado um crescimento de 7% na faturação em 2021. Do total do volume de negócios, as exportações representam 22%.

Este setor alimentar nacional é composto quase na sua totalidade por micro e pequenas empresas que totalizam aproximadamente 94% das empresas. As restantes dividem-se por empresas médias (5%) e de grande dimensão (1%).

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A análise mostra ainda que 38% das empresas desta indústria, considerando todas as empresas classificadas com o respetivo CAE, apresentam um baixo risco de incumprimento, e que Uma em cada quatro apresentam um risco máximo ou elevado de incumprimento.

Os prazos médios de pagamentos a fornecedores aumentaram de 65 para 69 dias no último exercício financeiro, no entanto, os prazos médios de recebimentos de clientes diminuíram de 65 para 64 dias.

“Estes números demonstram que as empresas da indústria alimentar neste momento conseguem financiar-se com o dinheiro dos seus clientes, já que recebem antes de pagar aos seus fornecedores”, explica a Crédito y Caución.

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