Irão: EUA atingem lançadores de ‘rockets’ iranianos em Ormuz, primeiro ataque em um mês

As forças norte-americanas atingiram lançadores de ‘rockets’ iranianos no estreito de Ormuz, naquela que foi a primeira ação militar dos Estados Unidos na região em cerca de um mês, disse hoje um responsável norte-americano à agência noticiosa Associated Press (AP).

Executive Digest com Lusa

As forças norte-americanas atingiram lançadores de ‘rockets’ iranianos no estreito de Ormuz, naquela que foi a primeira ação militar dos Estados Unidos na região em cerca de um mês, disse hoje um responsável norte-americano à agência noticiosa Associated Press (AP).

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Meios de comunicação semioficiais iranianos noticiaram sons de explosões nas proximidades da ilha iraniana de Larak, que se situa nas imediações do estratégico estreito, no golfo Pérsico.

A televisão Al Jazeera noticiou, citando um responsável norte-americano sob condição de anonimato, que os Estados Unidos (EUA) atacaram dois lançadores de foguetes da Guarda Revolucionária localizados em Larak.

Forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas a preparar-se para lançar foguetes com minas navais para o estreito, segundo o responsável norte-americano, que falou sob anonimato para poder divulgar informações sobre estas movimentações militares de contornos sensíveis.

As forças militares norte-americanas concluíram na semana passada a remoção de minas navais das rotas de navegação internacional no estreito.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

A Guarda Revolucionária, numa declaração divulgada pela televisão estatal iraniana, referiu, por sua vez, “o martírio e ferimentos de vários combatentes e compatriotas”.

O Irão garantiu ainda que o ataque irá “resultar na punição do agressor”.

Segundo a agência noticiosa espanhola EuropaPress, pelo menos duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas neste ataque em Larak.

A guerra entre os Estados Unidos e o Irão completou na sexta-feira seis meses sem que Washington tenha conseguido eliminar o programa nuclear iraniano ou provocar uma mudança de regime em Teerão.

O conflito deixa para já como rasto, entre outros aspetos, uma crise energética mundial, repercussões à escala global no custo de vida, um Médio Oriente ainda mais instável e um dilema político com relevância eleitoral para o Presidente Donald Trump, que disputa o controlo do Congresso norte-americano nas eleições intercalares de novembro.

Continue a ler após a publicidade

A “Operação Fúria Épica” começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva aérea de grande escala contra instalações militares, nucleares e dirigentes iranianos, causando, entre outras mortes, a do líder supremo, Ali Khamenei.

Em reação à ofensiva israelo-americana, o regime de Teerão respondeu com ataques na região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.