Ucrânia: Putin perde o 42º coronel desde o início da invasão

Forças militares ucranianas garantem que a Rússia sofreu pesadas perdas ao tentar cruzar rio Siverskyi Donets

Francisco Laranjeira

As tropas russas registaram a perda do 42º coronel em combate, mais um revés para o presidente Vladimir Putin quando está prestes a completar-se o terceio mês após a invasão da Ucrânia. Denis Kozlov, de 40 anos, terá morrido a 11 de maio último quando guiava uma balsa para fazer avançar ainda mais as tropas russas, segundo um relatório da agência de notícias russa ‘Vladimir News’. O coronel foi postumamente condecorado com a ‘Ordem Russa da Coragem’ e enterrado na sua cidade natal de Murom, em oblast de Vladimir.

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Denis Kozlov terá sido o segundo comandante da 12ª Guarda Separada de Engenheiros da Brigada de Bandeira Vermelha Keningsbersko-Gorodokskaya a morrer na guerra – o coronel substituiu Sergei Porokhnya, de 45 anos, que foi morto no campo de batalha a 14 de março.

A morte do oficial decorreu perto do rio Siverskyi Donets. Segundo os militares da Ucrânia, as forças russas sofreram pesadas perdas ao tentar cruzar o rio Siverskyi Donets, perto da vila de Belogorovka, na região de Luhansk. As imagens de satélite recolhidas pela empresa de inteligência geoespacial BlackSky mostram que a ponte flutuante foi destruída a 10 de maio depois da artilharia ucraniana ter atingido a ponte e a área circundante.

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As tropas de Putin supostamente perderam dezenas de combatentes e quase “70 unidades” de equipamentos militares, garantiu o governador da região de Luhansk, Serhii Haidai. “Em Bilohorivka, onde o inimigo tentou criar uma travessia sólida e transferir equipamentos e pessoal para o nosso lado, foi parcialmente bem-sucedido mas agora todas as travessias de pontão foram destruídas, todo o equipamento foi destruído e o pessoal restante foi morto ou fugiram”, revelou o governador.

A Ucrânia apontou, esta quarta-feira, que mais de 28.300 soldados russos foram mortos desde que Putin declarou guerra, a 24 de fevereiro, e forçou mais de 6,2 milhões de pessoas a fugir do país.

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