É o culminar da crescente tensão entre o Presidente dos Estados Unidos e a OMS – Organização Mundial de Saúde. Segundo acaba de anunciar o próprio presidente norte-americano, esta sexta-feira, chegou ao fim a sua participação nesta organização.
“A China tem controlo total sobre a Organização Mundial da Saúde, apesar de pagar apenas 40 milhões de dólares por ano, que compara com o que os Estados Unidos pagam e que são aproximadamente 450 milhões por ano”, disse Trump durante uma conferência de imprensa, na Casa Branca, citam as agências internacionais.
No início deste mês, Trump ameaçou cortar permanentemente o financiamento à OMS, através de uma carta, caso a organização “não se comprometesse com melhorias substanciais nos próximos 30 dias. Se não acontecerem, farei o congelamento temporário do financiamento dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde e reconsiderarei a participação na organização”.
Já esta sexta-feira, o Presidente veio sublinhar que a OMS havia “fracassado na necessária reforma”, razão pela qual os EUA “encerrarão hoje a sua relação com a Organização Mundial da Saúde e redirecionarão esses fundos para outras necessidades mundiais, e merecedoras, no panorama da saúde pública global”.
O financiamento da OMS é executado em ciclos orçamentais de dois anos. Para os ciclos de financiamento de 2018 e 2019, os EUA pagaram 237 milhões de dólares, ao que acresce 656 milhões em contribuições voluntárias, numa média de 446 milhões por ano, o que representa cerca de 14,67% de seu orçamento total, de acordo com o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.













