O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem discutido a possibilidade de emitir perdões preventivos para os seus familiares e alguns associados próximos, nomeadamente os filhos, o genro e o advogado pessoal, antes de deixar o cargo, segundo fontes citadas pelo ‘New York Times’.
Uma das fontes disse à mesma publicação que as conversas nos últimos dias estão dentro do contexto «de um presidente que se sente em apuros» e que receia que o Departamento de Justiça da administração Biden procure vingar-se, definindo como alvos as pessoas mais próximas.
O jornal cita fontes que indicam que Trump já tinha conversado com o seu advogado pessoal na semana passada sobre esta questão, no entanto , o responsável nega tais alegações, dizendo que se tratam de «mentiras» e que todas as notícias são «totalmente falsas». Também no Twitter o responsável negou tudo.
#FakeNews NYT lies again. Never had the discussion they falsely attribute to an anonymous source. Hard to keep up with all their lies.
— Rudy W. Giuliani (@RudyGiuliani) December 1, 2020
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Em causa, segundo o ‘The New York Times’, pode estar o receio de que assim que o seu rival Joe Biden ocupe o lugar de Presidente dos Estados Unidos na Casa Branca, o Departamento da Justiça norte-americano queira uma retaliação ou vingança contra Trump e a sua família.
No caso dos filhos, a preocupação prende-se com uma investigação na qual Trump Jr. esteve envolvido, por alegados contactos com agentes secretos russos, que teriam prejudicado a campanha de Hillary Clinton. Nos outros dois filhos o medo pode ter que ver deduções fiscais das quais Ivanka e a Organização Trump beneficiaram. Já advogado envolveu-se numa investigação por suspeita de negócios com a Ucrânia.
Trump ainda não admitiu que perdeu a eleição presidencial de novembro para o presidente eleito Joe Biden, continuando, em conjunto com o seu advogado, a fazer afirmações falsas e infundadas de que a eleição foi fraudulenta. As reivindicações carecem de provas e os esforços judiciais têm sofrido repetidos reveses.
O ex-presidente concedeu na semana passada um «perdão total» ao seu ex-conselheiro de segurança nacional, Michael Flynn, que duas vezes se confessou culpado por mentir ao FBI. Uma das fontes próximas do assunto admitiu que há muito mais atenção a ser dada aos perdões em geral nestas semanas finais, e que o presidente está recetivo a concedê-los.
Na terça-feira, documentos judiciais não lacrados por um juiz sugerem que os investigadores federais estão a investigar o que foi descrito como um esquema potencial de «suborno por perdão» que envolvem perdões presidenciais.
Os documentos altamente editados não mencionam Trump ou os indivíduos que podem estar envolvidos e também não indicam se algum funcionário da Casa Branca tinha conhecimento de algum esquema.





