Miguel Maya, CEO do Millennium BCP revelou que o banco vai chegar ao final do ano com uma redução de 800 pessoas, uma “transformação profunda” para atrair talento, acrescentou o responsável.
“Vejo o BCP a competir com os bancos do espaço europeu e da zona euro. O BCP, este ano, vai chegar ao final do ano com uma redução de 800 pessoas. Este resultado tem a ver com uma transformação profunda dos modelos de negócio”, justificou o executivo.
No que toca às reformas da legislação laboral, Miguel Maya disse concordar totalmente com o direito a desligar, mas não com o impedimento de a entidade patronal não poder “ligar às pessoas”.
O BCP já tinha anunciado um despedimento coletivo de 62 trabalhadores, segundo uma mensagem do presidente executivo aos funcionários do banco, a que a Lusa teve acesso.
Quanto a outras saídas, o banco chegou a acordo com cerca 700 trabalhadores para saírem por rescisão por mútuo acordo, reforma antecipada e pré-reforma.
Os sindicatos têm acusado os bancos de repressão laboral e de chantagem para com os trabalhadores, considerando que os estão a forçar a aceitar sair por rescisões (sem acesso a subsídio de desemprego) ou por reformas antecipadas. Isto ao mesmo tempo que têm elevados lucros, acrescentam.
O BCP teve lucros de 12,3 milhões de euros no primeiro semestre (menos 84% do que no mesmo período de 2020) e o Santander Totta 81,4 milhões de euros (menos 52,9%).














