A petrolífera francesa TotalEnergies vai disponibilizar 10 milhões de dólares (8,6 milhões de euros) para financiar programas de emprego e geração de rendimento na província moçambicana de Cabo Delgado, através da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN).
O investimento resulta de um memorando de entendimento assinado em Maputo, capital moçambicana, entre a ADIN e a TotalEnergies EP Mozambique Área 1, operadora do projeto Mozambique LNG, para os distritos de Palma e Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, de acordo com um comunicado daquela agência estatal moçambicana, consultado hoje pela Lusa.
“O programa de geração de renda e promoção de emprego está orçado em 10 milhões de dólares [8,6 milhões de euros]”, refere-se no documento, avançando-se que o programa visa contribuir para o desenvolvimento socioeconómico daqueles dois distritos e melhorar as condições de vida das comunidades locais, através de iniciativas de criação de emprego e promoção de atividades geradoras de rendimento.
Segundo a ADIN, o programa abrange intervenções nas áreas da agricultura, pecuária, pesca e agroprocessamento, desenvolvimento de infraestruturas, preservação da biodiversidade e da cultura, bem como ações de reforço da resiliência comunitária.
Citado no comunicado, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu que a iniciativa contribuirá para impulsionar o desenvolvimento económico e social do norte de Moçambique, acrescentando que permitirá capitalizar o potencial existente em Cabo Delgado e promover um desenvolvimento equilibrado da região.
Para o governante, o acordo insere-se igualmente nos esforços de diversificação da economia moçambicana, reduzindo a dependência da exploração de recursos naturais através da promoção de outras atividades produtivas.
O presidente da Comissão Executiva da ADIN, Jacinto Loureiro, afirmou que o memorando está alinhado com as políticas nacionais de desenvolvimento e visa criar mais oportunidades de emprego para a população, destacando o papel da agência como representante do Governo na implementação da iniciativa.
Por sua vez, o representante da TotalEnergies em Moçambique, Maxime Rabilloud, afirmou que o acordo pretende reforçar os esforços de estabilização das condições de vida das comunidades afetadas pela insegurança em Cabo Delgado.
Segundo Rabilloud, a iniciativa permitirá alargar programas já em curso no âmbito do projeto Mozambique LNG, acrescentando que estas ações criaram cerca de 8.500 empregos desde 2022 em setores como educação, saúde, agricultura, pesca, biodiversidade e comércio.
Na componente de infraestruturas, o programa prevê a construção e reabilitação de estradas terciárias para melhorar a mobilidade das populações e facilitar o escoamento da produção para os mercados locais.
Na agricultura, estão previstas ações de apoio a cooperativas para aumentar a produção, o processamento e o acesso aos mercados, com especial incidência na criação de emprego para jovens.
O programa contempla ainda iniciativas de apoio à gestão sustentável das áreas de conservação e medidas de reforço da resiliência comunitária, incluindo mecanismos de resposta a choques climáticos e apoio à coesão social.














