Timorenses dizem último adeus a Lu Olo, “que veio do povo e que voltou como povo”

Milhares de timorenses prestaram hoje uma última homenagem a Francisco Guterres ‘Lu Olo’, ex-Presidente de Timor-Leste, que morreu domingo, acompanhando as cerimónias fúnebres do “veio do povo e que voltou como povo”.

Executive Digest com Lusa

Milhares de timorenses prestaram hoje uma última homenagem a Francisco Guterres ‘Lu Olo’, ex-Presidente de Timor-Leste, que morreu domingo, acompanhando as cerimónias fúnebres do “veio do povo e que voltou como povo”.

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Homens e mulheres choraram o homem que declarou a restauração da independência em 20 de maio de 2002 e que deu posse a Xanana Gusmão como Presidente da República de Timor-Leste.


As cerimónias fúnebres tiveram início na Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), partido do qual era presidente desde 2001, onde o caixão, transportado por elementos das forças de defesa, chegou coberto com as bandeiras de Timor-Leste, das Falintil e do partido.


“Era uma pessoa de muita coragem. Não é só para a Fretilin, é para todo o povo timorense”, recordou Jacob Belo, membro do comité central do partido.


Da Fretilin, onde os militantes do partido gritaram vivas a ‘Lu Olo’ e “Lu Olo, presente”, o corpo seguiu para o quartel-general das Forças de Defesa de Timor-Leste.

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Francisco Guterres pertence ao grupo dos quatro comandantes que permaneceram ininterruptamente no mato durante os longos e duros 24 anos da resistência armada contra a ocupação indonésia.


“Era um homem muito especial, veio do mato e abraçava todo o povo de Timor-Leste”, disse João Batista da Costa Belo ‘Maulika’, antigo combatente.


A homenagem a Francisco Guterres passou depois para a Presidência timorense, onde o chefe de Estado, José Ramos-Horta, liderou um minuto de silêncio e recordou o compromisso do seu antecessor com a dignidade e o bem-estar do povo.


Após a missa, de corpo presente, na Catedral de Díli, as homenagens fúnebres culminaram no Parlamento Nacional, órgão a que presidiu após a restauração da independência, em 20 de maio de 2002.


O cortejo fúnebre, sempre acompanhado por centenas de motociclos, seguiu depois para o Jardim dos Heróis, em Metinaro, nos arredores de Díli, onde Francisco Guterre ‘Lu Olo’ ficará sepultado.

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“Lu Olo é sagrado. É um homem que veio do povo e que voltou como povo”, disse Gabriela Alves, antiga combatente, sobre o líder timorense, lembrado pelos princípios éticos, humildade e dedicação à pátria que ajudou a defender e a desenvolver.

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