“Temporária” e “aparentemente descontrolada”: É assim que Centeno classifica subida do preço dos combustíveis

O governador do Banco de Portugal e antigo ministro das Finanças socialista, Mário Centeno, referiu esta sexta-feira que a subida  dos preços dos combustíveis, deverá ser “temporário”, apesar de “aparentemente descontrolado”, lembrando que o petróleo negociou a preços negativos durante a crise.

“As análises, a nível europeu, dizem-nos que os efeitos são temporários e de natureza fiscal. Quero recordar que se transacionou petróleo a preços negativos durante a crise”, comentou Mário Centeno à margem de um almoço da Câmara do Comércio Americana em Portugal.

O membro do Conselho de Governadores advertiu, no entanto, que Contudo, se assiste agora a uma inversão deste cenário “a uma escala significativa e só aparentemente descontrolada”.

Os preços dos combustíveis em Portugal têm registado uma trajetória ascendente desde o início do ano. Os dados da DGEG mostram que o gasóleo já subiu 35 vezes e desceu apenas sete desde o início do ano. Quanto à gasolina, aumentou 34 vezes e recuou apenas oito desde janeiro.

Contas feitas, desde janeiro, a gasolina subiu 30 cêntimos por litro enquanto o gasóleo valorizou 26 cêntimos. Encher um depósito de 60 litros de gasolina custa agora mais de 18 euros do que há 10 meses. Já para atestar um depósito de gasóleo são precisos mais de 16 euros.

O preço médio do litro de gasolina simples 95 em Portugal custa atualmente 1,740 euros enquanto o do gasóleo simples vale 1,530 euros. Já o litro de gasolina 95 especial ultrapassou esta quarta-feira, pela primeira vez, os dois euros em vários postos do país, o que representa um valor recorde. No domingo, também a gasolina 98 ultrapassou esta barreira, passando a valer mais de dois cêntimos por litro.

 

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