Os investigadores ainda procuram explicar a forma como o vírus da varíola dos macacos – segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, a condição pode afetar os olhos e as membranas mucosas orais.
O surto mais recente é de longe o maior visto fora da África Ocidental até o momento, despertando preocupações de que possa crescer para proporções endémicas. Na Grã-Bretanha foram registados 36 casos de varíola, o que significa que o surto triplicou em apenas alguns dias. Os chefes de saúde britânicos descreveram o aumento como “significativo e preocupante” mas ainda não confirmaram como a doença se espalhou. A maioria dos casos apresenta uma erupção cutânea nas solas das mãos e pés, de acordo com o CDC. Em alguns casos, a erupção pode espalhar-se para as membranas mucosas dentro dos olhos e da boca.
De acordo com o órgão de saúde, acredita-se que a transmissão humana da varíola dos macacos ocorra principalmente através de grandes gotículas respiratórias. Como as gotículas não podem viajar mais do que alguns metros, é necessário um contacto pessoal prolongado para a transmissão. “A erupção cutânea geralmente começa dentro de um a três dias após o aparecimento da febre”, explicou a CDC.
“A erupção tende a concentrar-se no rosto e nas extremidades e não no tronco. Afeta o rosto em 95% dos casos e a palma das mãos e solas dos pés em 75% dos casos. Também são afetadas as membranas mucosas orais em 70% dos casos, genitália em 30% dos casos e conjuntiva em 20%, assim como a córnea”, frisou.
À medida que a erupção se espalha para a membrana mucosa oral, pode tornar-se aparente na camada de pele dentro da boca, incluindo as bochechas e os lábios. “A erupção evolui sequencialmente de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e crostas que secam e caem”, observou o CDC.
“Os sintomas iniciais da varíola dos macacos assemelham-se aos sintomas típicos de qualquer infeção viral. Estes incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, glândulas inchadas e fadiga, por isso pode ser difícil detetar precocemente”, garantiu Clare Morrison, especialista clínica da MedExpress, aos britânicos do ‘Express’.













