Sindicatos da PSP e GNR marcam protesto nacional para 31 de janeiro

Plataforma anuncia “corte de relações” com o MAI, justificando com “falta de interesse, tempo e incompetência objetiva comprovadas”, prometendo “marcação cerrada ao Governo, principal responsável pela imparidade.

Pedro Zagacho Gonçalves

A plataforma de sindicatos da PSP e associações da GNR decidiram esta esta sexta-feira, em reunião no Porto, novas ações de protesto para contestar o tratamento que consideram “desigual e discriminatório” em relação à Polícia Judiciária. No final do encontro, foi agendado protesto nacional das forças de segurança para 31 de janeiro.

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A reunião da plataforma, composta por sete sindicatos da Polícia de Segurança Pública e quatro associações da Guarda Nacional Republicana, decorreu nas instalações do Comando Metropolitano da PSP do Porto com “o objetivo de discutir, planear e agendar novas ações de protesto motivadas pela questão dos suplementos remuneratórios, em particular a falta de paridade com a Polícia Judiciária”.

No final do encontro a plataforma considerou que continua “a ser incompreensível que o racional que está subjacente ao valor de suplemento de missão da PJ não se aplique à PSP e GNR, que continuam a sentir-se desrespeitados, desconsiderados e desvalorizados pelo Governo”.

“Se tivéssemos o bisturi da greve, provavelmente, a surdez seletiva do governo ficasse curada”, acusam os sindicatos da PSP e associações da GNR.

Lamentando que a “irresponsabilidade do Governo” se mantenha, a plataforma anuncia que decidiu cortar relações com o Ministério da Administração Interna (MAI) por “falta de interesse, tempo e incompetência objetiva comprovadas, e continuar a “marcação cerrada ao Governo”, que as estruturas sindicais apontam como “principal responsável”.

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Finalmente, para 31 de janeiro, ficaram agendadas “concentrações/paralisações com recurso à Lei Sindical” e alertam que a união “agregadora e mobilizadora” está forte pelo que, se não houver respostas em janeiro, no mês seguinte “serão anunciadas novas formas de luta”, prometendo protestos “até ao ato eleitoral” de março.

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