Robôs-conselheiros podem substituir um consultor financeiro humano?

Os serviços começaram a aparecer por volta de 2008, com a evolução do iPhone e de uma cultura digital ascendente.

Filomena Nascimento

Eles podem ser melhores do que os consultores financeiros humanos em alguns casos, especialmente para aqueles que são novos a investir, não têm muita riqueza ou vidas financeiras complexas.

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Na realidade, não são robôs tangíveis, são algoritmos que as empresas desenvolveram para automatizar o investimento digital. Analisam alguns detalhes como a idade, metas de poupança, conforto de risco, e num computador ou aplicação de telefone, o algoritmo constrói um modelo de investimentos personalizados.

Mas, um robô-conselheiro é a melhor aposta para todos os investidores? Um humano está mais bem equipado para a tarefa de gestão de dinheiro e planeamento financeiro?

“É adequado para algumas pessoas e não para outras”, diz Marfim Johnson, um planeador certificado da área financeira e fundador da Delancey Wealth Management em Washington. E dá exemplos mais práticos: “Se jogar golfe, é apenas um clube de golfe diferente”, ou seja, os investimentos fazem-se mas de uma forma diferente, através das indicações destes peritos na área das finanças.

A Acorns, Fidelity Go, Betterment e Ellevest, têm um serviço só para mulheres, permitem ter clientes que se inscrevem neste serviço digital com uma linha de base sem qualquer riqueza prévia, o que significa que com poucos euros pode recorrer a este serviço. Já a Merrill Edge Guided Investing, SigFig, SoFi, Vanguard Group e Wealthfront têm mínimos que variam de alguns euros até 2600 euros para serviços de consultoria.

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