As renas que estavam desde sexta-feira na Cidade de Natal, em Algés, regressaram à Burros de Magoito, depois de o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ter detectado uma licença em falta.
Em declarações à “Lusa”, Rui Madureira, da organização, alegou que o ICNF esteve há dois dias no recinto para uma primeira visita, onde terá verificado que «estavam reunidas todas as condições para o bem-estar e segurança dos animais, não tendo sido identificados quaisquer constrangimentos». Contudo, ao final da noite de segunda-feira, o ICNF regressou, dizendo que faltava «uma comunicação estritamente administrativa», tendo em conta um decreto-lei de Julho que estabelece o regime jurídico aplicável ao controlo, à detenção, à introdução na natureza e ao repovoamento de espécies exóticas da flora e da fauna.
O responsável referiu que a organização do evento já entregou o requerimento em causa, estando a aguardar o seu deferimento.
O evento dedicado ao Natal e que prometia ser uma «recriação total da Lapónia», com direito a renas e neve «a sério», tem gerado uma onda de críticas. Esta terça-feira, a organização do evento admitiu que alguns visitantes espanhóis possam ter sido induzidos em erro pela promoção do evento. «Algumas entidades em Espanha, como blogues e agências de viagem, veicularam informação incorrecta sobre o evento, como por exemplo, a existência de pistas de ski com neve, sem terem confirmado ou validado essa informação», explicou.
A presença das renas também foi alvo de duras críticas. Contudo, Rui Madureira refuta, garantindo que os animais «estão devidamente licenciados pelas autoridades competentes», e que pertencem à Burros do Magoito, uma entidade «idónea e fidedigna, conhecida pelo tratamento exemplar que dá aos seus animais».
Quanto à fotografia a circular nas redes sociais, em que surge uma rena deitada no chão, diz que «não é por estar deitado que um animal é maltratado».













