Quer proteger-se da Covid-19? Decore esta sigla: FMPM

Há uma nova sigla no dicionário português que vai ajudá-lo a proteger-se contra o novo coronavírus: FMPM. Estas são as iniciais de uma frase que nunca deve esquecer: Evite espaços Fechados, Multidões e contactos Próximos e use Máscara.

Este método de memorização através das palavras já tinha sido criado em inglês, com os três ‘cês’ a evitar pela população: closed spaces (espaços fechados), crowded places (locais com muitas pessoas) e close contact settings (situações de contacto próximo), contudo, segundo o virologista Pedro Simas, o uso de máscara também deve ser incluído, por ser igualmente relevante, o que deu origem à sigla portuguesa, de acordo com a edição online do ‘Diário de Notícias’ (DN).

O responsável considera que todas as regras que possam funcionar como uma barreira de transmissão de gotículas, são eficazes na protecção contra a Covid-19. «Para a pessoa inalar uma gotícula expelida por outra tem que haver um contacto próximo senão a gotícula cai no chão e, no chão e nas superfícies, os vírus têm uma vida curta em termos de infecciosidade», explica, citado pelo ‘DN’.

«Qualquer acção que evite a transmissão das gotículas de uma pessoa para outra funciona muito bem, como é o caso da regra dos três cês: evitar o contacto próximo, evitar os espaços fechados onde há mais pessoas e evitar locais com muita gente, mesmo que sejam ao ar livre», acrescenta Pedro Simas. «Tudo isto minimiza a probabilidade de respirarmos gotículas que contenham vírus e, se a isso juntarmos a máscara, a protecção é ainda maior», refere.

O responsável continua, explicando a importância do uso de máscara ou viseira: «Quando a gotícula embate numa superfície como uma máscara, seja cirúrgica ou de tecido, o vírus dissipa-se e perde muita da sua infecciosidade», afirma ao ‘DN’.

«Isolámos o vírus no IMM [Instituto de Medicina Molecular] e estamos a fazer testes para determinados tecidos e vimos que, até no próprio algodão, pondo 200 mil doses infecciosas, ao fim de 24 horas já não conseguimos detectar nada e ao fim de duas horas já muito pouca infecciosidade existe», explica o especialista.

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