Quartos em Lisboa para arrendamento chegam a custar mais de 2 mil euros. Preços médios rondam os 700 euros

O preço dos quartos em Lisboa continua a subir e há mesmo casos em que já se pede mais de 2 mil euros por mês pelo arrendamento. É o exemplo de um quarto em Alcântara, em que o promotor pede 2057 euros.

Revista de Imprensa
Março 24, 2023
11:11

O preço dos quartos em Lisboa continua a subir e há mesmo casos em que já se pede mais de 2 mil euros por mês pelo arrendamento. É o exemplo de um quarto em Alcântara, em que o promotor pede 2057 euros.

Não é apenas um caso demonstrativo da situação difícil que muitos estudantes e trabalhadores enfrentam, já que, segundo uma análise da Renascença, nos principais agregadores de ofertas no mercado de arrendamento os valores começam nos 600 euros, mas muitas vezes são de 1000 ou 1500 euros por mês. A análise revela que é praticamente impossível encontrar quartos abaixo de uma média de 600 ou 700 euros.

Mariana Almeida, jurista e especialista da Deco em imobiliário, explica que os preços dos quartos se integram num mercado que “todo ele está inflacionado”, enquanto o especialista em mercado imobiliário Ricardo Sousa aponta para uma oferta muito “limitada nas soluções de casas partilhadas”, gerando pressão na procura.

A jurista aponta para a necessidade de haver regulamentação e orientação, indicando que a associação está a “sensibilizar o Governo para este facto”.

Com efeito, no site Idealista os anúncios publicados verificaram uma redução de oferta, entre julho de 2021 e o mesmo mês de 2022, com menos 84% de quartos disponíveis no Porto, e menos 77% em Lisboa. Ao mesmo tempo, os preços subiram 18% na capital e 20% na Invicta.

No caso em que é pedido mais de 2 mil euros por um quarto, a unidade em questão tem 35 metros quadrados, com casa de banho privativa, televisão e direito a usar os espaços comuns da casa (cozinha e terraço).

Mas há outros casos analisados de quartos a preços muito altos: por exemplo, também em Lisboa, no largo da Graça, existe uma oferta de um quarto num sótão por 1500 euros. Só está disponível para pessoas com idade entre 31 e 45 anos, o promotor avisa que “não é permitido receber visitas” e que, a partir das 22h00, é exigido “silêncio absoluto”.

Para os estudantes, é praticamente impossível arrendar um quarto, e a presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Mafalda Borges, adianta à mesma rádio que mais de 10% dos alunos que são colocados no Ensino Superior “nunca chegaram a matricular-se, porque não conseguem alojamento ou não conseguem pagar as propinas”.

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