Um recente estudo elaborado pelo ManpowerGroup defende que a aposta na educação intermédia é uma das chaves a reter para assegurar a competitividade, deixando para segundo plano a formação superior.
“Um maior peso da formação secundária é essencial para convergir com a Europa e continuar a proporcionar oportunidades de emprego aos trabalhadores. A isso se soma a necessidade imediata de investir na qualificação e requalificação dos profissionais, e no aprimoramento de suas habilidades, tanto hard quanto soft”, comenta Raúl Grijalba, presidente do ManpowerGroup em Espanha, Portugal, Grécia e Israel.
Nos últimos tempos, os dados sobre o emprego têm vindo a confirmar a tendência enunciada pelo ManpowerGroup. No caso espanhol, a Formação Profissional dá acesso a quatro em cada dez ofertas de emprego, sendo esta o tipo de formação mais procurada, mesmo antes da universitária.
As medidas que o relatório propõe para ultrapassar a crise e melhorar a competitividade passam pela oferta de horários flexíveis, a possibilidade de se manter o regime de teletrabalho, a modificação das condições de trabalho e um salário variável.
Quanto à redução da jornada laboral, cuja discussão foi reaberta durante a pandemia, nem as empresas (61,7%) nem os trabalhadores autónomos (58,6%) se mostraram favoráveis à mesma, contrariamente aos funcionários, que a consideram viável (56,3%).







