Numa altura em que PSP e GNR preparam a “maior manifestação de sempre”, são revelados pormenores sobre as condições em que os profissionais destas duas organizações trabalham diariamente. Testemunhos reportados pelo jornal Expresso dão conta de esquadras infestadas com baratas e ratos, sem casas de banho e sem veículos disponíveis. Há mesmo casos em que os agentes têm de viajar de autocarro para responder a denúncias.
«O problema não é apenas a falta de aumentos salariais», afirma Mário Andrade, presidente do Sindicato de Profissionais da Polícia (SPP), oferecendo algumas luzes sobre os motivos que vão levar PSP e GNR à rua já amanhã, a partir das 13h.
Recorde-se que a manifestação de amanhã contará com a presença do Movimento Zero (Mo), grupo anónimo formado por milhares de agentes da PSP e militares da GNR revoltados com o Governo, chefias e sindicatos.
Sindicatos esses que se mostram distantes deste movimento: em declarações à mesma publicação, dizem-se afastados do Mo e admitem até algum investimento no último ano, especialmente no campo dos veículos. Contudo, ainda são muitos os problemas por resolver: «O ideal seria cada esquadra ter dois carros, mas isso é praticamente impossível», lamenta o presidente do SPP.
Entre os problemas apontados pelos sindicatos ouvidos pelo Expresso, destacam-se instalações sem privacidade para a denúncia de delitos (Guarda), carros avariados (Sintra), esgotos que “escorrem” e que levaram mesmo ao encerramento da esquadra da PSP em Carnide (Lisboa), só dois coletes balísticos para toda a equipa (Montijo) ou ausência de acessos adaptados para pessoas limitações físicas (Porto).







