PSD lidera contas dos partidos em 2025; PS e Bloco fecham o ano no vermelho

As contas dos partidos com representação parlamentar mostram um cenário desigual em 2025: o PSD aparece destacado no topo dos resultados positivos, enquanto PS e Bloco de Esquerda foram as únicas forças políticas a terminar o ano com prejuízo.

Revista de Imprensa

As contas dos partidos com representação parlamentar mostram um cenário desigual em 2025: o PSD aparece destacado no topo dos resultados positivos, enquanto PS e Bloco de Esquerda foram as únicas forças políticas a terminar o ano com prejuízo.

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De acordo com o Público, que consultou as contas anuais divulgadas pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, o PSD registou um lucro de 2,4 milhões de euros em 2025. O valor representa praticamente o dobro do resultado obtido no ano anterior, quando os sociais-democratas tinham fechado as contas com quase 1,3 milhões de euros positivos.

A Entidade das Contas e Financiamentos Políticos funciona junto do Tribunal Constitucional e é responsável pela fiscalização das contas dos partidos políticos. Os dados agora divulgados permitem comparar a evolução financeira das principais forças com assento parlamentar.

PSD sobe com reforço das subvenções

A melhoria das contas sociais-democratas foi ajudada pelo crescimento das verbas públicas recebidas. O PSD obteve quase mais 700 mil euros em subvenções estatais do que em 2024, fator que contribuiu para a subida expressiva do resultado líquido.

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Nas despesas comunicadas pelo partido surgem ainda 36 multas de trânsito, com valores entre 60 e 300 euros. Embora sejam montantes residuais no conjunto das contas, estes encargos constam da documentação analisada.

Chega mantém lucro elevado, mas perde terreno

O Chega continuou a apresentar um resultado positivo significativo, embora inferior ao do ano anterior. O partido fechou 2025 com mais de 1,36 milhões de euros de lucro, uma descida de 168 mil euros face a 2024.

Segundo o Público, a leitura das contas do partido é dificultada pela ausência de detalhe sobre ações de propaganda política e os meios utilizados. Ainda assim, os dados revelam uma subida de 9 milhões de euros na rubrica “outros gastos”.

Do lado das receitas, o Chega declarou um aumento de 1,3 milhões de euros em “subsídios, doações e legados à exploração”. A informação disponível não permite, porém, perceber com detalhe qual foi o peso dos donativos nesse crescimento.

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PS continua negativo apesar de reduzir perdas

Entre os maiores partidos, o PS foi um dos dois que terminaram o ano com saldo negativo. Os socialistas registaram um prejuízo de 696 mil euros em 2025, abaixo dos 984 mil euros negativos apresentados em 2024.

A redução das perdas não foi suficiente para retirar o partido do vermelho. Um dos fatores que pesou nas contas foi a quebra da subvenção estatal, que passou de 7,2 milhões de euros em 2024 para 6,1 milhões de euros em 2025.

Nas despesas socialistas aparecem 23,5 mil euros ligados à candidatura de José Luís Carneiro à liderança do partido, incluindo deslocações e estruturas de apoio. A iniciativa “Saber Ouvir e Dar Voz a Portugal” custou 13,7 mil euros, valor muito próximo do gasto com a deslocação do secretário-geral a Toronto, no Canadá, para contactos com a comunidade portuguesa.

O PS não realizou ações de angariação de fundos em 2025, ao contrário do que tinha acontecido em 2024, quando essa fonte de receita rendeu cerca de 22,9 mil euros. Em compensação, os donativos quase duplicaram, subindo de 198.282,15 euros para 391.272,20 euros.

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Livre foi quem mais cresceu em termos percentuais

Fora dos maiores partidos, o Livre destacou-se pelo salto percentual no resultado líquido. O partido passou de 57,8 mil euros de lucro em 2024 para 265,9 mil euros em 2025, mais do que quadruplicando o saldo positivo.

A evolução foi favorecida pelo aumento das subvenções estatais e por uma gestão mais contida das despesas. Entre os custos registados, o congresso realizado no Porto ficou abaixo dos 20 mil euros.

A Iniciativa Liberal também melhorou, mas de forma mais ligeira. O lucro subiu de 20,4 mil euros para 23,6 mil euros. A comunicação digital continuou a ser uma das áreas de aposta, com um investimento de 25 mil euros.

Nas contas da IL constam ainda cerca de 13 mil euros gastos na celebração do 25 de Novembro, no Porto, e aproximadamente 53 mil euros relativos à convenção de Alcobaça, onde Mariana Leitão foi eleita presidente do partido.

PCP e CDS mantêm lucro, mas com descidas

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PCP e CDS terminaram 2025 com resultados positivos, embora abaixo dos registados no ano anterior. No caso dos comunistas, o lucro desceu de 695,9 mil euros para 651,7 mil euros, acompanhando a redução das subvenções estatais.

Ainda assim, o PCP reforçou as receitas de angariação de fundos, rubrica que inclui a Festa do Avante!. O valor passou de 346.774,54 euros para 552.906,95 euros.

O CDS também perdeu margem positiva. O resultado baixou de 338,1 mil euros para 284,7 mil euros. Entre as despesas do partido aparece o encontro que assinalou os 50 anos do primeiro congresso centrista, realizado no Palácio de Cristal, no Porto, com um custo de 20.852,76 euros.

O PAN apresentou um resultado praticamente estável, com 3822 euros de lucro.

Bloco sofre maior queda nas contas

O Bloco de Esquerda registou a inversão mais acentuada. Depois de ter fechado 2024 com 122,2 mil euros de lucro, o partido terminou 2025 com um prejuízo de 169,7 mil euros.

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O desempenho financeiro coincidiu com a forte redução da representação parlamentar do BE, que passou de cinco deputados para apenas um. Parte do saldo negativo está associada à convenção nacional realizada em novembro, na qual José Manuel Pureza foi eleito coordenador. Essa iniciativa teve um saldo negativo de 63,2 mil euros.

Segundo o Público, o Juntos Pelo Povo não entregou as contas relativas a 2025 dentro do prazo. O partido, que tinha apresentado 16,8 mil euros de lucro em 2024, respondeu que houve um atraso e que a entrega será feita em breve.

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