As principais empresas de bebidas alcoólicas estão a trabalhar em joint ventures para ampliar a oferta e fortificar a resiliência contra crises, como a que foi provocada pela pandemia. Segundo a análise da Reuters este mercado mundial pode ser “avaliado em mais de 800 biliões de euros”.
A Moët Hennessy, a subsidiária de bebidas brancas da Louis Vuitton e a rival Campari anunciaram em junho, uma aliança para vender bebidas premium no mercado online, um segmento avaliado em mais de 40 mil milhões de euros.
Pernod Ricard, autor do famoso conhaque Martell, passou os últimos dois anos a investir em marcas de bebidas de luxo como a destilaria Kyoto do Japão, produtora de gin Ki No Bi, tendo depois comprado a marca alemã Monkey 47 gin, no início do ano passado.
De acordo com a Bloomberg, nos próximos cinco anos, “as vendas sobre bebidas com preços mais altos devem crescer mais do que bebidas com preços moderados”.
“O luxo é e continuará a ser um dos principais impulsionadores da nossa estratégia”, explicou o diretor de Estratégia de Portfólio da Pernod Ricard, Yves Schladenhaufen, em julho, numa entrevista concedida à CNBC.
Até 2025, espera-se que a venda de bebidas com preços superiores a 200 dólares aumente 9,3%, conforme revela o relatório publicado em março pelo Mercado Internacional de Bebidas Alcoólicas da International Wines and Spirits Record (IWSR). Em contrapartida, as vendas das garrafas com valores iguais ou inferiores a 10 dólares devem subir apenas 0,8%, em igual período, de acordo com o mesmo tudo.
“O confinamento intensificou e renovou o interesse das pessoas pelo mix, pelo cocktail”, explicou Tony Latham, CFO da Bacardi Limited, em declarações à Bloomberg.














