“Apenas perguntei se havia vaga. Não pedi nada”: Pizarro nega qualquer cunha ao autarca de Vila Nova de Gaia

Ministro da Saúde manifestou estar ao dispor das autoridades judiciais para responder ao que quiserem perguntar

Francisco Laranjeira

Manuel Pizarro garantiu que não colocou qualquer cunha. “Não pedi nada, nem sequer um tratamento de exceção” no caso de uma alegada cunha metida ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues. “Apenas perguntei se havia vaga.”

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“A não ser pelas notícias da comunicação social, desconheço em absoluto essa investigação. Estou ao dispor das autoridades judiciais para responder ao que quiserem perguntar”, garantiu o ministro da Saúde, negando ter cometido qualquer crime.

“Conheço a pessoa em causa, que é assistente operacional numa câmara. Cruzou-se comigo e pediu ajuda porque lhe dava jeito mudar-se para a câmara de Gaia, onde reside, e falei ao sr. presidente da câmara nesse assunto. Mas não pedi nada, não pedi um tratamento de exceção e nunca mais soube nada do assunto. E pelo que vi hoje nos jornais, também não aconteceu nada”, reforçou Manuel Pizarro.

“Falei de uma pessoa que lhe dava jeito mudar-se de uma câmara para outra, para ajudar a vida dessa pessoa. Não houve qualquer favorecimento, é um procedimento normal. Sinto-me muito tranquilo com isso. Não fiz pressão, nada. Tenho a certeza absoluta de que não interferi em nada”, referiu o titular da pasta da Saúde.

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/ministerio-publico-investiga-manuel-pizarro-por-alegada-cunha-para-colocar-militante-do-ps-na-camara-de-gaia/

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O ministro da Saúde está a ser investigado por prevaricação por, alegadamente, interceder junto do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia para que abrisse um concurso para acomodar a transferência de um funcionário da autarquia de Gondomar.

Segundo um despacho do Departamento de Investigação e Ação Penal Regional do Porto (DIAPRP), Eduardo Vítor Rodrigues (PS), que é o único arguido no processo, “mediante solicitação de Manuel Pizarro, à data eurodeputado e vereador da Câmara Municipal do Porto, determinou que o município” gaiense “alterasse o seu mapa de pessoal e abrisse procedimento concursal”.

“De forma a satisfazer a pretensão de Manuel Pizarro de colocar António Fernando Silva Oliveira num posto de trabalho no município de Vila Nova de Gaia com a categoria profissional de técnico superior, categoria esta que aquele não detinha no município de Gondomar onde exercia funções”, sustenta a investigação.

Segundo o DIAPRP, “tal atuação foi unicamente motivada por aquela solicitação externa”, considerada isolada e “sem qualquer avaliação das necessidades de recursos humanos” do município de Gaia, “sendo suscetível de integrar a prática dos crimes de prevaricação ou abuso de poderes”.

O funcionário em causa seria militante do PS.

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