A indústria global do turismo perderá, pelo menos, 1,2 biliões de dólares este ano, em consequência das restrições de viagens e retração dos consumidores durante a pandemia do novo coronavírus, de acordo com o relatório, divulgado esta quarta-feira, pela Conferência das Nações Unidas, sobre Comércio e Desenvolvimento.
O relatório vem ainda alertar que estas perdas, equivalentes a 1,5% da economia mundial, podem chegar a 3,3 biliões de dólares se o impacto nas viagens internacionais de lazer persistir até março de 2021, com os efeitos mais severos que afetam os países em desenvolvimento e as ilhas.
De entre alguns efeitos detalhados neste estudo, destaca-se o colapso do turismo na Jamaica que poder custar-lhe cerca de 11% do seu Produto Interno Bruto (PIB), a par da Tailândia onde a redução no PIB deverá chegar aos 9%.
Segundo a UNCTAD, a estes destinos, mais afetados, juntam-se ainda o Quénia, Egito e Malásia que correm o risco de perder mais de 3% de seu PIB.
A análise foca ainda o impacto sobre o emprego, apontando que a receita perdida pode traduzir-se num aumento acentuado do desemprego em alguns países, com as quedas a poder atingir, por exemplo, os 12% na Tailândia, 11% na Jamaica e 9% na Croácia.
Esta leitura do futuro do setor do turismo, em termos globais, dá ainda nota de que os países que designa como “mais ricos”, por terem economias mais diversificadas, como França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e EUA, também podem perder muitos milhões de dólares em receita de turismo.














