Os 10 principais riscos para Portugal

Interrupção de negócios (incluindo interrupção de cadeias de fornecimento) e incidentes cibernéticos (ataques informáticos, violação de dados e sanções, entre outros) são os dois principais riscos que Portugal enfrenta, de acordo com o Barómetro de Risco Allianz 2019. O primeiro foi referido por 39% dos especialistas inquiridos pela Allianz e o segundo por 36%.

Logo depois no top surgem catástrofes naturais (33%) e evolução do mercado (31%). O quinto lugar é partilhado pelas mudanças de legislação e regulamentação (18%), evolução macroeconómica (18%) e novas tecnologias (18%). Os três últimos lugares pertencem a alterações climáticas/aumento da volatilidade do clima (15%), incêndios/explosões (15%) e retirada de produtos, gestão de qualidade e defeitos em série (15%).

A nível global, os principais riscos são incidentes cibernéticos e interrupção de negócios, segundo revela o barómetro com base nas respostas de mais de 2400 especialistas de 86 países. Destaque ainda para as alterações climáticas e para a falta de mão-de-obra qualificada por serem os factores que mais progrediram a nível mundial, ocupando agora o 8.º e 10.º lugar, respectivamente.

Chris Fischer Hirs, CEO da Allianz Global Corporate & Specialty, considera que as empresas têm de estar preparadas para lidar com riscos disruptivos, que tanto podem ser físicos (incêndios ou tempestades) como virtuais e que podem ocorrer de forma acidental ou premeditada.

«Estes podem derivar das suas próprias operações, mas também de fornecedores, clientes ou prestadores de serviços de TI da empresa. Seja qual for a causa, a perda financeira para as empresas após uma paralisação pode ser enorme. As novas soluções de gestão de risco, ferramentas analíticas e parcerias inovadoras podem ajudar a compreender melhor e a mitigar a infinidade moderna de riscos e evitar perdas antes que estes ocorram», conclui o responsável.



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