Opositor russo Navalny transferido da prisão para “local desconhecido”

Navalny estava detido desde janeiro de 2021, num estabelecimento prisional a 100 quilómetros de Moscovo, capital russa.

Simone Silva

O crítico do Kremlin, Alexei Navalny, foi transferido do estabelecimento prisional em que se encontrava para um local desconhecido, disse um importante assessor, citado pela agência ‘Reuters’.

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“Onde está Alexei agora e para onde vai ser levado, não sabemos”, disse Leonid Volkov, chefe do gabinete do opositor do Presidente Putin, num comunicado partilhado na rede Telegram.

Navalny estava detido desde janeiro de 2021, num estabelecimento prisional a 100 quilómetros de Moscovo, capital russa. Mas já se falava na possibilidade de ser transferido, a pedido da Procuradoria, para uma prisão de “regime severo” e mais afastada da cidade, com condições de detenção mais duras. Não se sabe se será esse o caso.

Navalny, o principal opositor político de Putin, foi preso em janeiro de 2021 ao regressar da Alemanha, onde estava a recuperar-se de um envenenamento por agente nervoso que ele atribui ao Kremlin, tendo recebido uma sentença de dois anos e meio por violação da liberdade condicional.

O Kremlin, por sua vez, nega categoricamente qualquer responsabilidade no envenenamento de Navalny, não tendo sido aberta qualquer investigação para apurar as circunstâncias do caso.

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Essa detenção (em janeiro de 2021) marcou o ponto de partida para uma ampla repressão a todos os movimentos anti-Kremlin e à imprensa independente do país, medida que tem sido reforçada desde 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Em março último, Navalny foi condenado a nove anos de prisão por fraude e desacato a acusações judiciais que o responsável rejeitou como politicamente motivadas.

Os associados próximos de Navalny enfrentaram acusações criminais e deixaram o país e a infraestrutura política do seu grupo – uma fundação anticorrupção e uma rede nacional de escritórios regionais – foi destruída após ser rotulada como uma organização extremista.

Mais recentemente, já este mês, o responsável perdeu um recurso no qual contestava a decisão das autoridades penitenciárias que o rotulavam como “inclinado a cometer crimes de natureza terrorista ou extremista”.

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