OE2026: Encargos com PPP ferroviárias e rodoviárias sobem para o ano

O Governo estima uma subida dos encargos para 2026 com as parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias, tendo em conta reequilíbrios financeiros, aumento de tráfego e o avanço da linha de alta velocidade, segundo a proposta de OE2026.

Executive Digest com Lusa

O Governo estima uma subida dos encargos para 2026 com as parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias, tendo em conta reequilíbrios financeiros, aumento de tráfego e o avanço da linha de alta velocidade, segundo a proposta de OE2026.

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No relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) lê-se que, no caso das rodoviárias, para o ano de 2026 projeta-se um “incremento de encargos entre o presente Relatório para o Orçamento do Estado e o anterior exercício orçamental, projetando o Relatório do Orçamento do Estado para 2025, para o referido ano de 2026, um nível de encargos líquidos de 802 milhões de euros, o qual compara com uma projeção de 950 milhões de euros no presente exercício orçamental”.

Segundo o documento, ao nível dos encargos brutos, o incremento decorre do “acréscimo dos encargos estimados com as grandes reparações de pavimento, conforme as estimativas mais recentes disponibilizadas pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes”.

Deve-se ainda ao “aumento dos encargos com reequilíbrios/compensações, estimando-se, neste exercício orçamental, um valor superior de pagamentos à concessionária da Beira Interior, consequência da aplicação da Lei nº 37/2024, de 07 de agosto, e do Decreto-Lei nº 119/2024, de 31 de dezembro, que estabeleceram um regime extraordinário e transitório no qual se determina que a concessionária seja remunerada anualmente, a título antecipado, pelo correspondente a 80% das receitas brutas estimadas no caso base, até que seja dirimido o litígio espoletado pela eliminação das portagens nessa Concessão”.

Por fim, observa-se um “aumento dos encargos com a remuneração por serviço das subconcessionárias, consequência das superiores projeções de crescimento de tráfego face às constantes no Relatório do Orçamento do Estado para 2025”, indicou.

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As PPP ferroviárias também deverão ter encargos superiores ao estimado.

“Comparando a projeção do Relatório do Orçamento do Estado para 2026 com a projeção do anterior Relatório do Orçamento do Estado, é observável, para o período plurianual compreendido entre o ano de 2026 e o termo das parcerias ferroviárias, um aumento dos encargos líquidos, o qual, no mais, se encontra em linha com o aumento também observável para o ano de 2026, quando comparado o valor inscrito no presente Relatório do Orçamento do Estado (231 milhões de euros) com o valor inscrito no Relatório anterior (23 milhões de euros)”, indicou.

Segundo o documento, o referido aumento de encargos resulta essencialmente “da prorrogação do contrato de subconcessão da parceria do Metro do Porto, inicialmente com termo previsto para o primeiro trimestre de 2025, mas, na sequência da negociação anteriormente referida, passou a estar previsto ocorrer, no máximo, até ao primeiro trimestre de 2027” e da celebração do contrato da primeira concessão da linha de alta velocidade.

Paralelamente, o documento estima um aumento da receita proveniente de PPP, tendo em conta, sobretudo, a evolução da inflação e o crescimento estimado de tráfego, no caso das rodoviárias.

No segmento ferroviário, aponta para “o início de uma projeção de receita, a qual advém dos valores projetados para a taxa de utilização da infraestrutura associados à utilização da infraestrutura ferroviária da parceria” da linha de alta velocidade.

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