Assistimos nas reuniões de maio do Banco Central Europeu (BCE) e da Reserva Federal norte americana (Fed) a uma subida das taxas de juro em 25 pontos-base. No entanto, o cenário dos dois lados do Atlântico é distinto.
“A Reserva Federal sugeriu fazer uma pausa nas subidas de taxas na reunião de junho, sendo que para isso necessita de ver uma inflação mais baixa. O BCE ainda não terminou este ciclo de subidas”, considera David Brito, Diretor-Geral da Ebury, acrescentando que ambos os bancos centrais continuam a depender muito da evolução dos dados económicos e deram a entender que qualquer orientação futura é, por enquanto, prematura.
No que respeita às divisas, “o dólar caiu modestamente contra as moedas europeias e mais acentuadamente contra as moedas dos países exportadores de matérias-primas. No entanto, as recentes barreiras de variações em relação ao euro e à libra continuam a manter-se”.
Esta semana, o foco estará na reunião de política monetária do Banco de Inglaterra, na qual é esperada uma subida de 25 pontos base, e na divulgação do relatório do IPC de abril nos EUA, na quarta-feira.
A Ebury sublinha que, na Zona Euro, a declaração de Christine Lagarde não forneceu qualquer orientação futura quanto a eventuais novas subidas das taxas de juro por parte do BCE. “A questão fundamental é, naturalmente, saber quantas subidas mais estão a caminho. As atuais expectativas do mercado de apenas mais dois aumentos de 25 pontos percentuais parecem-nos demasiado otimistas, dada a rigidez da inflação de base na Zona Euro, e esperamos pelo menos mais três aumentos e a consequente força da moeda comum”, sublinham.














