Nova polémica: Trump usa palavra inexistente em discurso sobre transgénero

O mais recente discurso de Donald Trump está a provocar controvérsia não apenas pelo conteúdo, mas também pela utilização de um termo inventado, repetido ao longo da última semana em declarações sobre pessoas transgénero.

Patrícia Moura Pinto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar polémica após publicar um longo e confuso desabafo na sua plataforma ‘Truth Social’, onde defendeu a aprovação urgente do SAVE Act e atacou os democratas.

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De acordo com o ‘The Independent’, Trump classificou a legislação sobre identificação de eleitores como “mais importante do que qualquer outra coisa” em discussão no Senado, insistindo na imposição de regras mais rígidas para comprovar a cidadania americana no momento do voto.

No mesmo discurso, o presidente ameaçou bloquear qualquer acordo de financiamento com os democratas para pôr fim ao atual encerramento parcial do Governo, caso não fossem incluídas várias exigências políticas.

Palavra inventada reacende debate

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Um dos momentos mais marcantes da publicação foi o uso de uma palavra aparentemente inventada por Trump ao referir-se àquilo que descreveu como “mutilização transgénero” de crianças.

Segundo o jornal online britânico, não ficou claro se o presidente pretendia escrever “mutilação” ou se utilizou deliberadamente o termo incorreto. Esta não é a primeira vez que Trump introduz expressões incomuns no discurso público, depois de episódios anteriores como “covfefe” e “bigly”.

Pressão política em plena crise governamental

O desabafo surge num momento particularmente sensível, com os Estados Unidos a enfrentarem um encerramento parcial do Governo que já dura várias semanas e que deixou o Departamento de Segurança Interna sem financiamento.

A crise está a ter impacto direto nos aeroportos, onde agentes da Administração de Segurança nos Transportes (TSA) estão a trabalhar sem remuneração. Como resultado, registam-se longas filas e tempos de espera elevados em vários aeroportos do país.

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Mais de 50 mil funcionários foram afetados pela situação, com centenas a abandonarem os seus postos e muitos outros a reportarem ausência por doença.

Medidas controversas para segurança aeroportuária

Perante o agravamento da situação, a administração Trump anunciou que agentes do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE) começariam a reforçar a segurança nos aeroportos.

No entanto, especialistas levantam dúvidas quanto à eficácia da medida. Um veterano das forças de segurança federal, citado pelo ‘The Independent’, alertou que a formação destes agentes não é adequada para tarefas como a análise de bagagens por raio-X ou revistas de passageiros.

Impacto pode chegar a eventos internacionais

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A situação está a gerar preocupação dentro da própria Casa Branca, sobretudo tendo em conta eventos internacionais previstos para os próximos meses, como o Mundial de Futebol e as celebrações da America250.

Um responsável admitiu receios quanto às consequências prolongadas da crise, alertando que estes eventos poderão ser seriamente afetados caso o impasse político não seja resolvido rapidamente.

O episódio reforça o clima de tensão política nos Estados Unidos, combinando disputas legislativas, polémicas culturais e uma crise governamental com impacto direto na vida quotidiana dos cidadãos.

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