Nova AD de Luís Montenegro e Nuno Melo ‘reforça-se’ com Partido Popular Monárquico

Dois partidos preparam a aprovação, esta quinta-feira, após a reunião do seu conselho nacional

Francisco Laranjeira

O Partido Popular Monárquico (PPM), liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, vai integrar a Aliança Democrática (AD) criada por Luís Montenegro e Nuno Melo, presidentes do PSD e CDS, respetivamente: os dois partidos preparam a aprovação, esta quinta-feira, após a reunião do seu conselho nacional.

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Em comunicado, o PSD anunciou “que o PPM vai integrar a coligação Aliança Democrática em conjunto com o CDS-PP”, acrescentando que o objetivo é “recuperar na íntegra a antiga Aliança Democrática para apresentar ao país a alternativa reformista e moderada que Portugal precisa”.

Na nota, a Aliança Democrática propõe-se “oferecer aos portugueses” uma política “com muito mais ambição”, com “coragem reformista” e com uma “forte consciência social e baseada na dignidade da pessoa humana”.

Numa entrevista ao jornal ‘Expresso’, o líder social-democrata garantiu que a nova AD “é um caminho de conjugação de esforços, de agregação, que não se esgota no PSD e no CDS, é alargado também ao PPM nos Açores, será alargado nestas eleições legislativas”.

O PPM participa atualmente no Governo Regional dos Açores, vai concorrer coligado com os dois partidos nas eleições regionais em fevereiro e prepara-se agora para integrar a AD nas eleições legislativas nacionais. Foi o partido que em nome próprio menos votos obteve nas legislativas de janeiro de 2022: apenas 260. No entanto, chegaram aos 28 mil com os votos no círculo eleitoral dos Açores, onde as listas eram PSD-CDS-PPM. Agora será também assim nos restantes círculos do país.

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De forma autónoma, os monárquicos nunca conseguiram eleger deputados: em 1979 e 1980, tiveram 5 e 6 deputados, respetivamente, quando concorreram coligados com PSD e CDS na AD original. Em 2005, elegeram dois deputados em listas do PSD.

De acordo com Luís Montenegro, a nova AD “é uma candidatura virada para o futuro, está absolutamente concentrada em resolver os problemas que a pessoas hoje enfrentam, mas tem também essa carga histórico-simbólica de reeditar em Portugal uma força agregadora à direita do PS com três forças políticas – o PSD, o CDS e o PPM – e com personalidades independentes que são de espectro político mais à direita ou mais à esquerda ou até pessoas que não têm pura e simplesmente preferência partidária”.

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