PR pede “mais atenção e investimento” para territórios do interior e da raia

O Presidente da República pediu hoje “mais atenção e investimento” do Estado para os desafios do envelhecimento, despovoamento e distância dos centros de decisão” dos territórios do interior e da raia, em nome de um “país coeso”.

Executive Digest com Lusa

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Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo, 23 ago 2026 (Lusa) — O Presidente da República pediu hoje “mais atenção e investimento” do Estado para os desafios do envelhecimento, despovoamento e distância dos centros de decisão” dos territórios do interior e da raia, em nome de um “país coeso”.

“Um país coeso não se mede pela força das suas capitais, mas pela vitalidade dos seus territórios. E Portugal precisa de comunidades que resistam, que se reinventem, que atraiam quem vem de fora e não deixem ir quem quer ficar”, afirmou António José Seguro, num discurso na Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, onde se deslocou para visitar a Bienal Internacional de Arte.

Seguro observou que o “despovoamento, o envelhecimento e a distância dos centros de decisão”, desafios de “territórios do interior e da raia”, como é o caso de Vila Nova de Cerveira, “exigem do Estado central mais atenção, mais investimento e mais confiança nas autarquias, que conhecem melhor do que ninguém as suas gentes e as suas necessidades”.

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“Ser pequeno em população não é ser pequeno em ambição. E Vila Nova de Cerveira é disso exemplo”, vincou.

Seguro frisou que Vila Nova de Cerveira “tem uma vantagem que poucos concelhos portugueses possuem”, que é saber “exatamente o que é”.

“Sabe-se castelo e sabe-se arte. Sabe-se raia e sabe-se ponte. E essa dupla identidade entre a pedra do castelo de Dom Dinis e a liberdade das telas e esculturas da Bienal faz deste concelho um lugar singular no mapa de Portugal. Que continue a merecer essa dupla vocação, de guardiã da fronteira que une e não da fronteira que separa”, observou.

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