No seguimento do ataque ocorrido em Paris, esta sexta-feira de manhã, em que um homem matou três pessoas e feriu outras três a tiro, num centro cultural curdo, representantes desta comunidade na capital francesa manifestaram-se “chocados” com o ataque e pediram medidas às autoridades policiais e governamentais, deixando ainda acusações de que o ataque poderia ter sido ‘encomendado’ pelo regime do presidente turco Erdogan.
Os responsáveis sublinharam que se tratou de “um atentado terrorista”, e recordaram que a comunidade estava a preparar as homenagens às três vítimas de um outro atentado, contra a mesma comunidade, que fez três vítimas mortais em 2013.
“As motivações foram política. Estamos chocados e cansados com esta situação. Este homem já tinha estado na prisão, foi libertado e cometeu este atentado horrível, no coração democrático da França”, disse um dos representantes da comunidade curda em paris, em declarações à Reuters.
“E não é um simples atentado de extrema-direita, é terrorismo, e é bom que isto fique bem claro. E é a comunidade turca que está sob ameaça”, declarou, dizendo que também ele teme pela sua vida.
“As autoridades não atuaram a tempo. Nunca se preocuparam com as vítimas do ataque em 2013. E continuam a não assegurar a segurança da nossa comunidade. Não assinalaram o suspeito”, defendeu.
O responsável apontou ainda culpas de Erdogan, levantando suspeitas de envolvimento do regime do presidente turco. “Não somos estúpidos, sabemos muito bem quem é que está por de trás e preparou este ataque”.
A comunidade curda pediu políticas e leis mais inclusivas, e “vontade política” para dar garantias de segurança. “Estamos a sofrer, mas continuaremos a protestar até que se faça justiça. A nossa cólera vai ser sentida nas ruas de Paris”, declarou um dos representantes curdos.














