Mota-Engil deve crescer 20% em 2023 com EBITDA a atingir “níveis históricos”

De acordo com uma nova nota de research do CaixaBank/BPI, a Mota-Engil deve crescer 20% com EBITDA a atingir “níveis históricos”, com os resultados de 2022 e o mercado mexicano a assumirem um papel determinante nas estimativas para a empresa.

André Manuel Mendes

De acordo com uma nova nota de research do CaixaBank/BPI, a Mota-Engil deve crescer 20% com EBITDA a atingir “níveis históricos”, com os resultados de 2022 e o mercado mexicano a assumirem um papel determinante nas estimativas para a empresa.

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Na primeira revisão desde a apresentação dos resultados anuais de 2022, publicados a 1 de março, a avaliação da empresa mereceu uma atualização por parte da equipa de research na ordem dos 23% no cenário central do seu Price Target, para 4.78 euros por ação, valor superior aos 3,89 registados anteriormente 3,89€.

Para esta revisão positiva foi determinante o reposicionamento dos níveis de faturação para patamares inéditos atingidos em 2022 e que permitiram rever as estimativas para os anos seguintes. O aumento da carteira de encomendas na ordem dos 66%, aumentando o EBITDA em +11% no período 2023-2026, são as bases das previsões.

Para além destes, o México assume-se como o primeiro mercado da carteira total de encomendas da Mota-Engil, representando 30% do total, seguido por Angola (16 %) e Nigéria (13%).

Por forma a simplificar a sua estrutura, a Mota-Engil anunciou o fim da parceria com a Urbaser na unidade de Ambiente para acelerar a sua expansão internacional. A empresa vai vender 61,5% da participação no segmento de Resíduos Industriais à Urbaser, e comprar a participação de 38,5% da Urbaser em todos os outros segmentos.

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A Mota-Engil anunciou ainda um investimento até 40 milhões de euros na Duro Felguera (EPC espanhola cotada na bolsa) para tirar partido dos movimentos de NearShoring e transição energética em algumas regiões, nomeadamente no México.

A empresa também vendeu 90 milhões de euros em obrigações soberanas angolanas com um pequeno prémio face ao valor nominal, reduzindo a sua exposição para 126 milhões de euros.

Para 2023, a equipa de research do CaixaBank/BPI espera um crescimento do volume de negócios de cerca de 20%, ou uma linha superior de 4,6 mil milhões de euros, uma margem EBITDA “alinhada com os níveis históricos”, e um Capex nos níveis de 2022.

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