Morreu Ratko Mladić, o “carniceiro da Bósnia” condenado pelo genocídio de Srebrenica

O antigo líder militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic, condenado a prisão perpétua pela justiça internacional, nomeadamente pelo massacre de Srebrenica, em 1995, morreu hoje, anunciou a televisão nacional da Sérvia (RTS).

Executive Digest com Lusa

O antigo líder militar dos sérvios da Bósnia, Ratko Mladic, condenado a prisão perpétua pela justiça internacional, nomeadamente pelo massacre de Srebrenica, em 1995, morreu hoje, anunciou a televisão nacional da Sérvia (RTS).

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“Ratko Mladic (que cumpria pena num centro de detenção das Nações Unidas em Haia, desde que foi detido, em 2011), antigo comandante do Exército da República Srpska (…) morreu aos 84 anos”, noticiou a RTS no seu ‘site’ da Internet.

Conhecido como “carniceiro da Bósnia”, Mladic, que dirigiu as forças sérvias-bósnias durante a guerra da Bósnia (1992-1995), foi em 2017 condenado a prisão perpétua pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade durante esse conflito que fez quase 100.000 mortos, um veredicto confirmado em recurso em 2021.

Entre os seus crimes figuram o massacre de cerca de 8.000 homens e rapazes bósnios, cometido em julho de 1995 na região de Srebrenica (leste).

Foi capturado em 2011 na Sérvia, após 16 anos em fuga, e ainda é glorificado por alguns líderes políticos sérvios e sérvios-bósnios.

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Gravemente doente há meses, o antigo general sérvio-bósnio morreu poucos dias depois de o Mecanismo Residual da ONU para os Tribunais Penais em Haia, nos Países Baixos, ter rejeitado o pedido da sua família e do Governo sérvio para o transferir para um hospital militar de Belgrado para tratamento.

“É um assassínio silencioso do meu pai”, declarou na semana passada o seu filho, Darko Mladic, depois de o visitar em Haia, afirmando que os médicos da prisão tinham interrompido “completamente o tratamento”.

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