«Posso dizer honestamente que isso me incomoda. Cada dia, tento garantir as melhores relações com a Rússia, e por outro lado existem provas tão tangíveis de que as forças russas cometem esses atos», declarou a chanceler perante os deputados reunidos no Bundestag (câmara baixa do parlamento).
Merkel referia-se a um ciberataque em 2015 dirigido ao Bundestag e aos seus serviços atribuído ao GRU, o serviço de informação militar russo.
Segundo os ‘media’ alemães, os piratas informáticos também procuravam obter dados pessoais na caixa de mensagens da chanceler.
Segundo Merkel, e neste caso, foi identificado um suspeito pelos investigadores.
«Mantemos sempre o direito de adotar medidas, incluindo contra a Rússia”, ameaçou a chanceler, que se referiu a um ato «escandaloso».
«É uma estratégia que é aplicada» pela Rússia, incluindo a «deformação dos factos», prosseguiu Merkel.
Neste contexto, «decerto que não é fácil» continuar a tentar promover uma melhor relação com Moscovo, acrescentou.
A chanceler também se referiu à morte em Berlim em 2019 de um georgiano de origem chechena e com o envolvimento, segundo diversos ‘media’, dos serviços de informações russos.
Esta caso originou uma crise diplomática entre a Alemanha e a Rússia. Dois membros da embaixada russa, acusados pelo Governo alemão de não «cooperarem» no inquérito, foram forçados a deixar o território alemão em 04 de Dezembro de 2019.
O presumível autor foi detido logo após a morte mas, advertiu Merkel: «Ainda tentamos encontrar» eventuais cúmplices.














