Menos bancos e mais alojamentos turísticos. Como mudou Lisboa na última década

Do total das despesas da autarquia liderada por Fernando Medina, 7% teve como destino a cultura e o desporto, de acordo com dados da Pordata.

Filipa Almeida

Serão cerca de 506 mil os habitantes da cidade de Lisboa, sendo que por cada 100 residentes verificam-se 16 estrangeiros. Isto significa que 15,5% da população da capital é de outra nacionalidade que não a portuguesa. Os dados divulgados hoje, no âmbito do feriado municipal de Lisboa, foram agregados pela Pordata e dizem respeito e 2018.

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Por esta altura, em termos de serviços e estabelecimentos, o município somava 576 alojamentos turísticos (mais 383 do que em 2010), 260 farmácias (menos 26), 48 museus (mais 6), 72 ecrãs de cinema (menos 8) e 536 bancos e caixas económicas (menos 203 do que em 2010). O ordenado médio dos trabalhadores por conta de outrém em Lisboa era de 1616 euros, valor que fica 449 euros aicma do ganho médio a nível nacional.

Há dois anos, por cada 100 residentes, 16 eram menores de 15 anos, 56 eram adultos e 28 eram idosos com 65 ou mais anos. Em 2018, nasceram 5.900 bebés e morreram 6.870 pessoas, fazendo com que a mortalidade seja superior à natalidade em Lisboa, de acordo com os dados mais recentes.

Facé à média nacional, há mesmo mais 18 idosos por cada 100 jovens, numa proporção de 175 para 100. Olhando para os mais novos, registavam-se, em 2018, 116.564 alunos matriculados nos ensinos pré-escolar, básico e secundário. Por cada 100 residentes com 15 ou mais anos, havia 60 pensões atribuídas pela Segurança Social e pela Caixa Geral de Aposentações, indica a Pordata.

Quanto às contas da Câmara Municipal de Lisboa, a Pordata frisa que o saldo financeiro era negativo em 2018, situando-se em -32.664 mil euros. As receitas chegaram aos 787,6 milhões de euros mas as despesas foram superiores, atingindo os 820,2 milhões de euros.

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Do total das despesas da autarquia liderada por Fernando Medina, 7% teve como destino a cultura e o desporto. Trata-se de um valor inferior ao de 2010, quando 8% da despesa dizia respeito a este sector.

Por outro lado, mantêm-se os gastos com o ambiente: tanto em 2010 como em 2018, 8% das despesas foram para esta área, de acordo com a Pordata.

Para celebrar o 13 de Junho, também dia de Santo António, a Pordata indica ainda que o valor médio de avaliação bancária da habitação era de 2300 euros por metro quadrado, mais 1108 euros em relação à média nacional.

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