Ensaio Mazda CX-5 2.2 150cv AT: Competência redobrada

[easingslider id=”19711″] O lançamento do CX-5 em 2012 teve o condão de assinalar a entrada da Mazda numa nova era. Não só elevou a filosofia Skyactiv para um novo patamar, como também permitiu à marca de Hiroshima incrementar a sua notoriedade no mercado europeu, sendo actualmente uma das que mais tem crescido com base em produtos de aspecto dinâmico. No caso do CX-5, um SUV de dimensões mais generosas, a Mazda não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e aplicou uma renovação técnica e estética ainda numa fase bastante prematura na ‘vida’ comercial deste modelo. No exterior, as mudanças são subtis e servem para dar ainda maior expressividade ao desenho geral deste Mazda (de ideologia KODO – A Alma do Movimento), apresentando grelha dianteira mais acutilante (marcada pela lâminas horizontais) e assinatura luminosa LED tanto à frente como atrás, além de revelar também jantes com novos desenhos (de 18″ no modelo ensaiado). Também houve mudanças no interior, com a aplicação de novos revestimentos e disposição dos comandos de forma a tornar a sua utilização mais simples e prática. De forma geral, transmite grande sensação de qualidade, sobretudo na parte superior do tablier e nos revestimentos das portas, sobressaindo também…

Pedro Junceiro

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O lançamento do CX-5 em 2012 teve o condão de assinalar a entrada da Mazda numa nova era. Não só elevou a filosofia Skyactiv para um novo patamar, como também permitiu à marca de Hiroshima incrementar a sua notoriedade no mercado europeu, sendo actualmente uma das que mais tem crescido com base em produtos de aspecto dinâmico.

No caso do CX-5, um SUV de dimensões mais generosas, a Mazda não quis deixar os seus créditos por mãos alheias e aplicou uma renovação técnica e estética ainda numa fase bastante prematura na ‘vida’ comercial deste modelo. No exterior, as mudanças são subtis e servem para dar ainda maior expressividade ao desenho geral deste Mazda (de ideologia KODO – A Alma do Movimento), apresentando grelha dianteira mais acutilante (marcada pela lâminas horizontais) e assinatura luminosa LED tanto à frente como atrás, além de revelar também jantes com novos desenhos (de 18″ no modelo ensaiado).

Também houve mudanças no interior, com a aplicação de novos revestimentos e disposição dos comandos de forma a tornar a sua utilização mais simples e prática. De forma geral, transmite grande sensação de qualidade, sobretudo na parte superior do tablier e nos revestimentos das portas, sobressaindo também pelo rigor da construção. A integração do sistema de infoentretenimento na consola central também está bem conseguida e é de fácil leitura. Embora seja táctil, o ecrã de 7” apenas pode ser comandado a partir dos comandos dispostos no túnel central durante a condução, numa medida de segurança que visa impedir o manuseamento do ecrã em andamento.

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Em termos técnicos, nota para as melhorias introduzidas ao nível da suspensão, tendo a mesma sido reestruturada de forma a filtrar melhor as irregularidades do asfalto. Além da nova estrutura para os amortecedores, conta também com novos casquilhos nos braços inferiores da suspensão dianteira, com vista ao aumento do conforto a bordo e também da vertente dinâmica.

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Confortável e dinâmico

Talvez seja importante começar por este aspecto e salientar a forma extremamente refinada como o CX-5 lida com o asfalto, proporcionando aos passageiros uma viagem embalada pelo conforto. Contudo, surpreende igualmente a capacidade dinâmica deste SUV, mostrando chassis equilibrado que compensa bem a tendência natural da carroçaria para adornar quando se abusa em curva. O esquema evoluído das suspensões – MacPherson à frente e multilink atrás – contribui para essa sensação, mas também o baixo peso do conjunto, numa benesse proporcionada pelo principio Skyactiv (de integração cuidada entre os diversos elementos do chassis, propulsão e carroçaria). Apenas a direcção indicia que estamos ao volante de um SUV e não de uma berlina mais rente ao solo.

Ainda a nível de conforto, é de notar o trabalho feito também na supressão de ruídos provenientes do exterior e vibrações graças a novos materiais isolantes e à melhoria das selagens das portas e aumento da espessura dos vidros. O resultado é extremamente positivo, mas sendo o anterior CX-5 já bastante competente nesse sentido, acaba por ser natural que este renovado modelo assim continue…

Com 4,55 metros de comprimento, 1,84 metros de largura e 1,67 metros de altura, a vivência a bordo é outro predicado positivo, com espaço mais do que suficiente para todos os ocupantes. Atrás, destaque para a largura e para a altura que, embora não sejam referenciais no segmento, estão em muito bom nível e revelam desafogo suficiente para três adultos (ainda que o lugar centra traseiro se revele algo incómodo) viajarem sem grandes constrangimentos. A bagageira dispõe de 463 litros, o que também não é o valor mais elevado da categoria, mas não deixa de ser um número significativo, para mais, sabendo-se que o rebatimento dos bancos traseiros (feito a partir de patilha nas laterais da mala) permite ampliar a volumetria para ‘cavernosos’ 1620 litros. Além disso, no habitáculo, a substituição do travão de estacionamento manual por um eléctrico permite ganhar espaço no túnel central para mais um local de arrumação a bordo.

Com tranquilidade

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Quanto a motorizações, a Mazda permanece fiel ao bloco de 2.2 litros Skyactiv-D que se destaca pela taxa de compressão baixa para os padrões de um motor a gasóleo (14:1). Com 150 cv de potência e 380 Nm de binário disponível entre as 1800 rpm e as 2600 rpm, o CX-5 mostra rapidez e determinação no momento de ganhar velocidade, embora no caso da versão ensaiada, munida igualmente com caixa automática de 6 velocidades, não exista uma reacção brusca no momento de pressionar o acelerador com mais veemência, mas antes uma resposta suave e progressiva que apela mais a toadas tranquilas. Mas elevar o ritmo é fácil com este motor Diesel, mostrando fôlego interessante em qualquer regime de funcionamento. A caixa automática conta com patilhas atrás do volante, oferecendo algum controlo ao condutor. Contudo, o facto de o sistema decidir muitas vezes que relação engrenar de forma autónoma acaba por lhe retirar alguma da atracção do modo ‘manual’.

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Os consumos no ensaio ficam-se pelos 6,8 l/100 km, acima da média anunciada de 5,5 l/100 km para esta versão com tracção dianteira, não sendo demasiado gastador desde que o condutor tenha alguma contenção no acelerador.

Em termos de equipamento, o renovado CX-5 aposta forte, não só com a introdução do já referido sistema de infoentretenimento mais evoluído (a versão Navi oferece também sistema de navegação), mas sobretudo pela gama de equipamentos de segurança, como os faróis LED adaptativos (ALH), sistema que integra quatro blocos de LED de controlo independente em cada óptica e consegue desligar apenas os blocos de máximos que possam encandear o condutor da faixa contrária, ou o alerta de saída da faixa de rodagem (LAS) a partir dos 65 km/h. De resto, conta também com a monitorização de veículos no ângulo-morto (BSM), travagem autónoma em cidade (tanto à frente como atrás) ou o cruise control adaptativo.

Veredicto

O Mazda CX-5 já era um dos mais competentes SUV presentes no mercado, mas esta renovação de meio de ciclo torna o modelo nipónico – um sucesso comercial a nível global – numa proposta ainda mais apetecível. Está mais confortável e silencioso, mantém a dinâmica interessante e níveis de habitabilidade bastante elevados, suportados por um interior bem apetrechado e, sobretudo, racional. Coloca-se, por mérito próprio, entre os melhores do segmento.

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Por fim, uma adenda: o valor a pagar nesta versão é de 41.300 euros, o qual se revela indicado tendo em conta o conjunto oferecido pela Mazda. Contudo, se não necessita mesmo da tranquilidade da caixa automática, pode escolher em alternativa a versão correspondente com caixa manual (com manuseamento de excelente nível) por 37.616 euros.

Mazda CX-5 2.2 SKYACTIV-D 150 2WD AT Evolve HS

FICHA TÉCNICA

Motor
Tipo 4 cilindros em linha, transv., inj. common-rail, turbo
Cilindrada 2191
Diâmetro x curso (mm) 86,0×94,3
Taxa compressão 14,0:1
Potência máxima (cv/rpm) 150/4500
Binário máximo (Nm/rpm) 380/1800-2600
Transmissão e direcção
Tracção Dianteira
Caixa Automática de 6 velocidades
Direcção Pinhão e cremalheira, com assistência eléctrica
Dimensões e pesos
Comp./largura/altura (mm) 4555/1840/1670
Distância entre eixos (mm) 2700
Largura de vias fte/tras. (mm) 1585/1590
Travões fr/tr. Discos ventilados/discos
Peso (kg) 1495
Capacidade da bagageira (l) 463-1620
Depósito de combustível (l) 56
Pneus série 225/65 R17 (Montados: 225/55 R19)
Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s) 10
Velocidade máxima (km/h) 198
Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 4,7/6,2/5,3
Emissões de CO2 (g/km) 139
Preço (Euros) 41.300

 

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