Já está escolhido o profissional que se segue a António Horta Osório na liderança do Lloyds. Charlie Nunn vai trocar a unidade de banca privada e fortunas do HSBC pela instituição britânica dedicada à área de retalho e ainda guiada por um gestor português. Recorde-se que Horta Osório anunciou em Julho a sua intenção de deixar o Lloyds, ainda que só pretenda sair do seu cargo em Junho do próximo ano.
Norman Blackwell, chairman do Lloyds, refere à Bloomberg que está muito satisfeito por já terem concluído o processo de sucessão, nomeando Charlie Nunn para o cargo de CEO. O novo líder irá trabalhar ao lado de Robin Budenberg, novo presidente do Conselho de Administração, tendo como missão orientar o banco por entre a pandemia de COVID-19 de forma a emergir mais forte desta crise.
Antes de entrar no HSBC em 2011, Charlie Nunn passou por consultoras como McKinsey e Accenture. De acordo com a mesma agência noticiosa, esteve envolvido recentemente na definição de uma nova estratégia para o HSBC, que passou pela reestruturação da operação a nível mundial.
Não é certo, porém, quando é que Charlie Nunn terá oportunidade de assumir o novo desafio. O profissional tem de ficar mais seis meses no cargo actual, a que se juntam outros seis meses de várias restrições, segundo aponta a Reuters. O CFO William Chalmers deverá ser CEO interino, caso Horta Osório saia sem que Charlie Nunn possa entrar.
Quanto ao HSBC, Nuno Matos irá suceder a Charlie Nunn, o que significa que há um novo português na liderança de um dos maiores bancos do Reino Unido. Actualmente, responsável pelas operações do grupo na Europa Continental, irá assumir a unidade de banca privada e fortunas.







