Aumentam os receios de que Israel seja o mais recente país a ser atingido pela estirpe mutada do novo coronavírus, propagado através dos visons, criados na Dinamarca, avança o ‘Daily Mail’.
O Ministério da Saúde de Israel está já a testar três cidadãos que regressaram recentemente do país escandinavo onde a nova infeção está a ser transmitido pelos animais aos humanos.
Se os resultados forem positivos, Israel vai juntar-se aos EUA, Itália, Holanda, Espanha e Suécia, destinos onde foi relatada a existência de casos Covid-19, fruto da cadeia de transmissão dos visons da Dinamarca.
Recorde-se que o governo dinamarquês ordenou o abate de 17 milhões de visons para tentar erradicar a estirpe do vírus, que se acredita ter sido desenvolvido no seio das quintas que produzem as peles. As autoridades de Saúde locais já manifestaram a sua preocupação diante da possibilidades deste surto poder destruir uma vacina contra a Covid-19, antes mesmo que uma funcione.
Os cientistas acreditam que o vírus passou de trabalhadores agrícolas a visons no verão antes de ser transmitido aos humanos. Ao cruzar entre as espécies, ocorreu uma mutação na sua proteína ‘pico’, usada para entrar nas células humanas.
A Dinamarca impôs medidas rígidas no norte do país após alertar que a mutação havia infetado 12 pessoas mas os cientistas temem que este pequeno número possa ser o início de “uma nova pandemia, com início, desta vez, na Dinamarca”.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, veio sublinhar que esta situação pode representar um “risco para a eficácia” de uma futura vacina Covid-19, já que os anticorpos fornecidos pela vacina podem não ser suficientemente eficazes.
Em reação a este cenário, a Grã-Bretanha já proibiu todas as chegadas da Dinamarca.
Nos últimos dias foi apurada a descoberta de cinco estirpes de diferentes deste coronavírus mutado, afetando 214 pessoas na Dinamarca. Mas apenas uma dessas estirpes – conhecida como Cluster 5 – é menos sensível a anticorpos, revelou o Instituto Estadual de Soro da Dinamarca.
O “Cluster 5” foi encontrado em 11 pessoas que moram na Jutlândia do Norte – que foi confinada – e numa pessoa que vive na vizinha Zelândia.
Embora os cientistas do instituto já soubessem há meses deste perigo – e insistissem para que os visons fossem mortos ou haveria um “grande risco para a saúde pública” – os resultados laboratoriais a confirmar os seus receios só chegaram esta semana.






