Wall Street fecha em terreno misto à espera do acordo entre Washington e Teerão

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com o otimismo dos últimos dias a dar sinais de arrefecimento, enquanto o mercado aguarda um acordo entre Washington e Teerão para a reabertura do estreito de Ormuz.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com o otimismo dos últimos dias a dar sinais de arrefecimento, enquanto o mercado aguarda um acordo entre Washington e Teerão para a reabertura do estreito de Ormuz.

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Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice S&P 500, mais abrangente, recuou 0,17%, para 7.723,55 pontos, e o tecnológico Nasdaq caiu 0,83%, para 26.363,44 pontos.


Apenas o seletivo Dow Jones (+0,49%) fechou em terreno positivo, conseguindo atingir o seu terceiro recorde consecutivo de fecho, nos 54.349,12 pontos.


“O mercado parece estar a atravessar uma fase de consolidação” depois de uma forte subida nas últimas sessões, referiu Patrick O’Hare, analista da Briefing.com, à agência France-Presse (AFP).


“Estamos a regressar gradualmente a uma tendência de estabilidade, enquanto os investidores aguardam para ver como se vai desenvolver a situação no Médio Oriente”, indicou, por sua vez José Torres, da Interactive Brokers.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o Estreito de Ormuz seria reaberto “muito em breve”, caso contrário o Irão seria “duramente atingido”, e assegurou que um acordo poderia ser alcançado até quinta-feira.


No entanto, Teerão negou qualquer negociação com Washington, anunciando um acordo com Omã sobre uma nova rota de trânsito para os navios através de Ormuz.


Qualquer reabertura desta rota marítima dependerá, no entanto, das ações de Washington, que impôs um bloqueio aos portos iranianos, disseram fontes iranianas aos meios de comunicação social locais.


Aguardando mais detalhes, os preços do petróleo mantiveram-se estáveis, fechando perto do ponto de equilíbrio.


O mesmo ocorreu no mercado obrigacionista, onde o rendimento dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos a 10 anos se manteve estável em 4,61%, em comparação com o fecho do dia anterior.

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No âmbito empresarial, o índice Nasdaq foi pressionado pela queda da gigante espacial SpaceX, que perdeu 13,61%, fechando nos 108,27 dólares, o que significa uma perda de mais de 200 mil milhões de dólares na sua capitalização bolsista.


A joia da coroa de Elon Musk superou largamente as expectativas nos seus primeiros resultados públicos desde a entrada em bolsa em junho, com a receita a quase duplicar no segundo trimestre.


Mas os seus gastos elevados (18,4 mil milhões de dólares no total para o trimestre), particularmente em inteligência artificial, abalaram os investidores.


Outra ação tecnológica em queda foi a da gigante de chips AMD (-7,04%, para 482,05 dólares), penalizada por superar apenas ligeiramente as expectativas com os resultados apresentados.


“No geral, os resultados financeiros continuam muito bons” neste trimestre, observou Patrick O’Hare.

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De acordo com a empresa de dados FactSet, a taxa de crescimento dos lucros das empresas do S&P 500 é atualmente de cerca de 50%, em comparação com os 20% esperados.


A gigante norte-americana do entretenimento Disney (+3,66% para 101,77 dólares) esteve hoje em alta, após ter divulgado um aumento de 7% na receita trimestral, impulsionado pelo streaming e pelos parques temáticos.


A empresa anunciou ainda uma parceria com o TikTok, permitindo a utilização de excertos dos seus filmes e séries em vídeos curtos publicados na plataforma.


Wall Street aguarda também a divulgação, na sexta-feira, dos dados oficiais de emprego de julho.


“Muitas pessoas acompanharão este relatório de perto, dado que estamos a enfrentar uma inflação persistente”, explicou O’Hare.

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