IRS em conjunto ou separado? Saiba o que compensa mais

Com a entrada em vigor do programa reformador do IRS em 2015, os casais passaram a ser tributados em separado, sendo o imposto apurado individualmente. No entanto, há casos em que pode ser mais vantajoso optar pela tributação conjunta. É tudo uma questão de matemática.

Se optarem pela tributação em separado, cada elemento do casal ou unido de facto deve apresentar uma declaração anual de rendimentos (modelo 3), onde devem constar os seus rendimentos e 50% dos que sejam auferidos pelos dependentes que constituem o agregado familiar.

Na tributação conjunta, os cônjuges ou unidos de facto devem apresentar uma única declaração (modelo 3), na qual deverão constar todos os rendimentos e despesas relativos aos elementos do agregado familiar. A opção pela tributação conjunta é exercida na declaração, sendo válida apenas para o ano em questão.

Qual compensa mais?

De modo geral, a tributação conjunta é mais vantajosa quando um dos elementos do casal tem rendimentos substancialmente mais elevados do que o outro ou quando um deles não tem qualquer tipo de rendimento.

Com a reforma do IRS, passou a ser aplicada apenas uma taxa de IRS ao conjunto do rendimento colectável, após aplicação do quociente familiar. Quer isto dizer que, na prática, o elemento do casal que ganha menos acaba por pagar uma taxa mais alta, mas o que recebe mais é tributado a uma taxa inferior à que teria em caso de tributação separada.

Por outro lado, a vantagem de entregar o IRS em separado está nas deduções possíveis. Por exemplo: um casal em união de facto com dois filhos pode entregar o IRS em separado, dividindo os filhos por declaração, para gozar de mais deduções de IRS para receber uma devolução de IRS eventualmente superior.

Se os rendimentos do casal forem semelhantes, não irão sentir-se grandes diferenças.

Simule

Se estiver abrangido pelo IRS automático não terá de fazer quaisquer contas para saber qual o que mais compensa. O Fisco disponibiliza, no período de entrega do imposto, três declarações provisórias de rendimentos (uma para a tributação conjunta e duas para a tributação separada) e as respectivas liquidações para que possa optar por aquele que mais compensar ao seu agregado familiar, ou seja, que dá mais benefícios fiscais.

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