Irão: Estreito de Ormuz “é e continuará a ser iraniano” – vice-ministro

O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz “permanecerá iraniano”, em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica “território dos EUA”.

Executive Digest com Lusa

O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz “permanecerá iraniano”, em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica “território dos EUA”.

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“O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Este estreito só será aberto e fechado por ordem do Irão”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

“Enquanto se recusarem a aceitar a realidade da vossa derrota e continuarem a iludir-se, o Irão continuará a impor um bloqueio”, declarou Gharibabadi, na rede social X.

“O estreito de Ormuz não pode ser invadido por um ‘tweet’ ou um porta-aviões, nem por um decreto presidencial, nem por um discurso de campanha eleitoral”, enfatizou ainda o responsável iraniano.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump reiterou que os EUA têm o controlo do estreito de Ormuz e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica “território dos Estados Unidos”. 

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“Assim que derrotarmos o Irão (…), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA”, disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Um navio da ADNOC foi atacado na sexta-feira à noite quando transitava pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial emirati WAM.

“O incidente não resultou em feridos e a situação está controlada”, acrescentou a ADNOC.

Dois navios da petrolífera dos Emirados Árabes Unidos tinham sido atacados na quinta-feira à noite no estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o Governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

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Também na sexta-feira, o chefe da diplomacia do Irão acusou os EUA de violar o acordo assinado em junho, que, disse Abbas Araqchi, representava “o fim da guerra, não um cessar-fogo”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que, segundo o memorando de entendimento assinado em Islamabad, “não há cessar-fogo de 60 dias que necessite de ser prolongado”.

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, Araqchi sustentou que “ainda não foi tomada qualquer decisão para retomar as negociações” com os EUA, numa altura em que as conversações continuam estagnadas.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

O termo do prazo de 60 dias estabelecido no memorando assinado a 17 de junho termina na segunda-feira, 17 de agosto.

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