Inflação na China abranda pelo terceiro mês consecutivo

A inflação na China abrandou para 0,5% em junho, o terceiro mês consecutivo de desaceleração e um valor abaixo das previsões dos analistas, mostram dados oficiais hoje divulgados.

Executive Digest com Lusa

A inflação na China abrandou para 0,5% em junho, o terceiro mês consecutivo de desaceleração e um valor abaixo das previsões dos analistas, mostram dados oficiais hoje divulgados.

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O índice de preços ao consumidor (IPC), principal indicador da inflação na China, aumentou 0,5% em termos homólogos em julho, segundo dados oficiais publicados hoje pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) da China, um valor abaixo do esperado pelos analistas, que previam uma travagem menos acentuada a rondar os 0,8%.

Numa comparação com o mês anterior, o IPC moderou o seu decréscimo de 0,3% para 0,1%, mas os especialistas esperavam uma recuperação de cerca de 0,2%.

O estatístico do GNE, Dong Lijuan, atribuiu a maior parte desta evolução às flutuações dos preços internacionais do crude, que se traduziram numa descida de 10,7% entre junho e julho nos preços da gasolina na China, após as subidas provocadas pelo conflito no Médio Oriente.

O perito governamental apontou também para a queda dos preços dos ovos, frutas e legumes, “significativamente abaixo da sua média sazonal”; para a procura de eletrónica impulsionada pelo auge da inteligência artificial (IA), refletida nos custos de tablets ou computadores; e para subidas habituais de verão, como as comissões de agências de viagens, hotéis ou bilhetes de avião.

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Na comparação homóloga, a gasolina continua a subir, embora “apenas” 1%, 16 pontos percentuais abaixo da leitura anterior, e o preço dos ovos permanece quase 18% acima do nível registado há um ano.

A instituição também tornou público o índice de preços no produtor (IPP), que mede os preços industriais, e que aumentou 3,5% em termos homólogos em julho, menos 0,6 pontos do que no mês anterior.

Em junho, os preços industriais tinham batido, pelo terceiro mês consecutivo, a sua marca mais alta desde julho de 2022, após quase três anos e meio ancorados na deflação.

Mais uma vez, segundo o Ministério, a guerra no Irão foi determinante, com subidas homólogas significativas nos custos de extração de petróleo e gás (+3,2%); no processamento de crude, carvão e outros combustíveis (+8,2%); e na produção de produtos químicos e seus derivados (+9,1%), bem como nos setores dedicados aos metais não ferrosos, quer na mineração e processamento (+22,6%), quer na fundição e laminagem (+20,2%), após o disparar dos preços internacionais do alumínio.

Em todo o caso, Dong destaca que todos esses setores abrandaram o aumento dos seus preços em comparação com a marca anterior e que, de facto, caíram em termos intermensuais até 11,8%, no caso da extração de petróleo.

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Entre junho e julho, os preços industriais caíram 0,7%, encadeando o segundo mês consecutivo de descidas, após terem saído dessa tendência entre agosto de 2025 e maio de 2026.

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