«Inconsciente». Biden não esquece esforço de Trump em dificultar transição de poder

Joe Biden chamou Donald Trump de “inconsciente” por ter posto em causa, sem provas, o resultado das eleições americanas e por ter dificultado a transição de poder.

Mara Tribuna

Depois de o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos ter validado esta segunda-feira à noite a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais, o democrata chamou Donald Trump de “inconsciente” por ter dificultado o processo de transição de poder.

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Com 302 votos, Biden ultrapassou o mínimo de 270 necessários para poder ser o 46.º Presidente norte-americano. A vitória foi ratificada depois de os delegados do Colégio Eleitoral pela Califórnia atribuírem os 55 votos daquele estado ao democrata, que já tinha 347 votos e agora tem 302, de um total de 538.

Depois de ver a sua vitória anunciada pelo Colégio Eleitoral, Joe Biden descreveu o momento como a “demonstração mais clara da verdadeira vontade do povo americano”, que deve ser “celebrada e não atacada”.

Biden reforçou que “a integridade das eleições permanece intacta” e que “está na altura de virar a página”, referindo-se ao Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, que Biden chamou de “inconsciente” por ter posto em causa, sem provas, o resultado das eleições americanas e por ter dificultado a transição de poder.

O Presidente eleito também considerou o ataque de Trump ao processo democrático “sem escrúpulos” e criticou os republicanos que abraçaram suas afirmações não fundamentadas sobre a fraude eleitoral generalizada.

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“A nossa democracia foi empurrada, testada, ameaçada, mas provou ser resiliente, verdadeira e forte”, afirmou Biden. “No início da pandemia, muitos perguntaram quantos americanos é que iriam mesmo votar. Mas esses medos acabaram por não se verificar. Vimos algo que muitos poucos previram e acharam que seria possível: a maior participação eleitoral na história dos EUA”, sublinhou.

Donald Trump, que ainda não aceitou a derrota nem cedeu a vitória Joe Biden, deu pistas de que poderá recandidatar-se às eleições presidenciais de 2024. No entanto, ainda não é certo.

O democrata vai tornar-se oficialmente o 46º Presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro, quando tomar posse, juntamente com Kamala Harris, a vice-presidente dos EUA.

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