Há mais de 2,6 milhões de emigrantes portugueses. Maioria está na Europa

As Nações Unidas estimam que, haja, actualmente, acima de 2.6 milhões de portugueses emigrados a residir no estrangeiro, mais 170 mil pessoas do que em 2015. Destes, 57% vivem na Europa e 40% no continente americano, revelam dados do Observatório da Emigração, divulgados esta terça-feira.

Segundo as Nações Unidas haverá, este ano, 2 631 559 emigrantes portugueses. Na Europa vivem 1 493 128, na América do Norte estarão 802 234 e na América Latina e Caraíbas foram contabilizados 249 250. Há ainda 62 mil pessoas de nacionalidade portuguesa em África, cerca de 20 mil na Oceânia e pouco mais de quatro mil na Ásia.

Face a 2015, o último ano para o qual as Nações Unidos têm registos, constata-te que o número de emigrantes portugueses era ligeiramente inferior: 2 461 470. Contudo, a distribuição geográfica é semelhante aos valores de 2019. Há quatro anos, a Europa liderava a tabela, com uma fatia de 1 391 068 de portugueses a residir naquele continente, seguindo-se a América do Norte.

Quanto ao número de imigrantes a residir em Portugal também continua a aumentar, ainda que a um ritmo inferior. Para 2019, estimam 888,2 mil pessoas a viver em território português, o equivalente a 8,7% da população total do país. A maioria são angolanos (160 mil), seguindo-se brasileiros (140 mil) e franceses (100 mil). Todavia, a percentagem de imigrantes a viver em Portugal é inferior à média europeia (11%).

Tendo em conta os resultados, as Nações Unidas pedem cautela na leitura dos dados. «Nesta última revisão das estimativas sobre as migrações internacionais foram, não só calculados novos valores para este ano, como alterados significativamente os valores de toda a série divulgada entre 1990 e 2015, e eliminados os valores de 2017.  «Esta mudança levanta questões sobre a fiabilidade dos dados e deve ser lida com cautela dado o acentuado crescimento de portugueses no continente americano, e o decréscimo nos continentes europeu e africano; valores estes que não são sustentados pelos institutos de recolha de dados nos países de destino e muito diferentes das séries que têm sido apresentadas pelas Nações Unidas», sublinha.



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