Cinco minutos. Foi o tempo de que quatro assaltantes encapuzados precisaram para entrar num histórico museu de relojoaria suíço, partir várias vitrines, roubar cerca de uma dúzia de peças avaliadas em dezenas de milhares de euros e desaparecer.
O alvo foi o Museu de Relojoaria de Le Locle, instalado no Château des Monts, numa das localidades historicamente mais ligadas à indústria relojoeira da Suíça.
Segundo noticia o 20 Minutos, citando a televisão pública suíça RTS, o assalto aconteceu durante a madrugada de sábado, 8 de agosto, para domingo, 9, e terá sido executado por quatro pessoas.
Os suspeitos continuam a monte.
Quatro encapuzados entram no museu
Eram cerca das 06h15 quando quatro indivíduos encapuzados e com luvas forçaram a porta de entrada do museu e conseguiram chegar às salas de exposição.
A partir daí, tudo aconteceu muito depressa.
Os assaltantes partiram as vitrines de vidro que protegiam várias peças e concentraram-se sobretudo em relógios de mesa.
Em aproximadamente cinco minutos, conseguiram retirar cerca de uma dúzia de objetos e abandonar o edifício.
O valor exato das peças roubadas não foi divulgado, mas os objetos estarão avaliados, no total, em dezenas de milhares de euros.
Fuga terminou do outro lado da fronteira
Depois de abandonarem o museu, os quatro suspeitos terão entrado num veículo de cor escura.
A proximidade de Le Locle à fronteira francesa tornou-se depois uma vantagem para a fuga.
Segundo a imprensa local citada pelo 20 Minutos, o automóvel desapareceu depois de atravessar a fronteira para França.
Até ao momento, os responsáveis pelo assalto não foram detidos.
Museu está num dos berços da relojoaria suíça
O local escolhido pelos assaltantes está profundamente ligado à história da relojoaria suíça.
Le Locle, no cantão de Neuchâtel, junto à fronteira com França, é um dos centros históricos desta indústria na Suíça.
O Museu de Relojoaria encontra-se instalado no Château des Monts e reúne coleções dedicadas à história e à evolução da medição do tempo.
Foi precisamente entre essas peças que os assaltantes escolheram os objetos que conseguiram retirar durante os poucos minutos que permaneceram no interior.
Portas fechadas depois do assalto
O museu permaneceu encerrado depois do roubo para permitir o trabalho das autoridades e a investigação ao local.
A administração prevê, contudo, voltar a abrir as portas esta quarta-feira, 12 de agosto.
A investigação prossegue e os quatro suspeitos continuam por localizar.
Por enquanto, sabe-se que chegaram encapuzados, forçaram a entrada, partiram as vitrines e fugiram num automóvel escuro em direção a França. Num museu dedicado precisamente à medição do tempo, precisaram de apenas cinco minutos para levar cerca de uma dúzia de peças e desaparecer.

















